Gilmar pede destaque e suspende julgamento de ex-diretor da Petrobras

O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), pediu destaque nesta segunda-feira (10) e suspendeu o julgamento que poderia soltar o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque, condenado no âmbito da Operação Lava Jato.

O empresário e ex-diretor da Petrobras foi condenado a 29 anos e dois meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

O julgamento ocorria em plenário virtual da Segunda Turma do STF e estava previsto para terminar nesta segunda, faltando apenas o voto do ministro Luiz Fux.

Com o pedido de destaque, o julgamento será retomado em plenário presencial e os ministros devem proferir novos votos.

Na semana passada, o relator, ministro Dias Toffoli, havia apresentado seu voto com um novo posicionamento de quando começou analisar o caso e defendeu a soltura do ex-diretor.

No voto, Toffoli diz considerar o posicionamento do ministro Gilmar Mendes, que reconheceu a nulidade de todos os atos praticados pelo ex-juiz Sérgio Moro, então responsável pela 13ª Vara de Curitiba, que julgava os casos da operação.

No entanto, o placar de julgamento estava com dois votos, dos ministros Nunes Marques e André Mendonça, contra o posicionamento do relator. Faltando apenas um voto para a maioria e manter a condenação do ex-diretor.

Agora, cabe ao ministro Gilmar Mendes, que é presidente da Segunda Turma, definir uma nova data para o colegiado analisar o caso.

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