Fujifilm lança no Brasil a Instax mini LiPlay+ unindo recursos da fotografia analógica com recursos digitais

A Fujifilm iniciou a venda da câmera híbrida Instax mini LiPlya+ no mercado brasileiro, modelo que integra a captura fotográfica analógica a recursos digitais de armazenamento e conectividade. O dispositivo físico tem o preço sugerido de R$ 1.899 e traz como modificação principal a presença de uma lente frontal dedicada para autorretratos, configuração inédita dentro da linha de câmeras instantâneas da marca. (A fabricante adotou um sensor digital combinado a uma tela LCD traseira para permitir a seleção de arquivos antes do acionamento da gaveta de impressão, reduzindo o desperdício de papel fotográfico por capturas tremidas ou mal iluminadas).

O papel para revelação do tipo Instax mini gera imagens físicas com dimensões de 6,2 x 4,6 cm e precisa ser adquirido separadamente em pacotes adicionais. A câmera pesa aproximadamente 300 gramas e possui uma lente fixa Fujinon com distância focal de 28 milímetros e abertura f/2. A velocidade do obturador varia de 1/4 de segundo a 1/8000 de segundo de forma automática, operando com sensibilidade de sensor que transita entre ISO 100 e 1600 para se adequar à luz disponível no ambiente de disparo.

O armazenamento híbrido e o código de barras bidimensional

A captura de áudio de até 10 segundos durante o clique é processada pela memória interna, que comporta cerca de 45 fotografias digitais. O usuário expande essa capacidade para 850 imagens a cada 1 GB inserido por meio de cartões no formato micro SD. O recurso de vinculação sonora gera um código QR impresso diretamente na borda branca do papel fotográfico. O usuário que aponta a câmera do celular para o papel consegue escutar a gravação de voz ou acessar um vídeo de até 30 segundos hospedado nos servidores da fabricante, vinculando o objeto físico ao arquivo digital na nuvem.

A conexão com celulares ocorre via aplicativo proprietário utilizando o protocolo Bluetooth, transformando o hardware em uma impressora portátil de bolso. O usuário transfere imagens armazenadas na galeria do smartphone para revelação imediata na câmera, podendo inserir arquivos de áudio de fundo antes do envio dos dados. O carregamento da bateria interna não removível de íons de lítio utiliza uma porta USB Tipo-C, acompanhando a padronização de cabos exigida pelo mercado de eletrônicos de consumo.

A herança da fotografia química frente aos smartphones

A estratégia da Fujifilm mantém a divisão de fotografia instantânea lucrativa ao explorar o apelo tátil do papel químico em um mercado dominado por telas de alta resolução. O custo de R$ 1.899 posiciona o modelo LiPlay+ acima de opções puramente analógicas da própria marca, como a Instax mini 12, que opera sem sensores digitais ou telas traseiras. (Em 1998, o lançamento da linha Instax original utilizava apenas processos químicos de revelação instantânea, sem qualquer interface com computadores ou redes de transmissão de dados). O controle de exposição do novo modelo opera por meio de programa automático com compensação manual de -2,0 EV a +2,0 EV em incrementos de 1/3 EV.

O flash integrado atua em modo automático ou permanente, cobrindo uma distância de disparo que varia de 50 cm a 1,5 metro de alcance útil. A embalagem de venda no varejo brasileiro contém o corpo do aparelho nas opções de cor bege ou azul-marinho, um cabo de alimentação, alça de pulso e o manual de instruções com certificado de garantia nacional. A empresa aposta na integração com aplicativos móveis para atrair usuários que utilizam o ecossistema iOS ou Android, forçando a convivência entre a revelação física imediata e os formatos de compressão de imagem digitais.

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