Nos últimos anos, o Windows 11 tornou-se um terreno fértil para as chamadas Web Apps (ou PWAs). Para os desenvolvedores, a vantagem era clara: usar o mesmo código do navegador para criar um aplicativo, facilitando atualizações e compatibilidade. Para o usuário, no entanto, o preço foi alto: aplicativos mais lentos, menos fluidos e verdadeiros “devoradores” de memória RAM.
Em uma mudança de curso drástica para 2026, a Microsoft reconheceu que essa estratégia deixou a desejar. O engenheiro de desenvolvimento da companhia, Rudy Huyn, confirmou que a empresa está montando um novo time focado exclusivamente na criação de aplicações 100% nativas para o ecossistema Windows.
I’m building a new team to work on Windows apps! You don’t need prior experience with the platform, what matters most is strong product thinking and a deep focus on the customer.⁰⁰If you’ve built great apps on any platform and care about crafting meaningful user experiences,…
— Rudy Huyn (@RudyHuyn) March 26, 2026
O problema do “navegador disfarçado”
Aplicativos populares, como o WhatsApp disponível na Microsoft Store, utilizam tecnologias como WebView para rodar. Na prática, você não está abrindo um programa otimizado, mas sim uma janela de navegador sem interface. Isso gera uma latência perceptível e um consumo de recursos desproporcional.
Ao voltar para o código nativo, a Microsoft busca:
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Menor latência: Resposta imediata aos comandos do usuário.
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Eficiência de Memória: Redução drástica na dependência de processos de fundo vinculados a motores de busca.
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Integração Total: Melhor suporte ao modo escuro e às diretrizes visuais do sistema, que hoje funcionam de forma inconsistente entre as diferentes “camadas” do Windows.
Essa iniciativa faz parte de um plano maior de “limpeza” do sistema operacional anunciado para este ano. Além da migração para apps nativos, a Microsoft prometeu focar na estabilidade do Explorador de Arquivos e na remoção de funções de IA redundantes que não agregam valor prático.
Microsoft recua e interrompe expansão da IA no Windows 11 após rejeição dos usuários
Rudy Huyn destacou que o novo time não precisa necessariamente de experiência prévia com a plataforma, mas sim de um foco profundo na experiência do cliente e na “lapidação” de interfaces significativas.



