A lua de mel entre o PlayStation e o PC parece ter chegado ao fim de forma abrupta. A Sony Interactive Entertainment começou a realizar uma “limpeza” em seus canais oficiais, removendo menções ao PC em descrições de estúdios e alterando ícones que antes indicavam a presença de jogos em múltiplas plataformas.
A mudança não é apenas estética; ela sinaliza um recuo estratégico profundo. Estúdios como o XDev, que antes falava em “colaborar com estúdios globais para PC e console”, agora descreve sua missão como “publicar títulos exclusivos para jogadores de PlayStation em todo o mundo”.
O fator “Ghost of Yōtei” e Saros
A confirmação visual desse movimento ocorre logo após relatórios do Bloomberg indicarem que títulos de peso, como Ghost of Yōtei (sucessor de Ghost of Tsushima) e Saros (da Housemarque), não possuem mais planos de lançamento para computadores. Eles permanecerão como exclusivos permanentes do PS5.
Segundo analistas da indústria, a Sony percebeu que, embora os ports no Steam rendam milhões, eles representam apenas 15% do total de vendas da empresa, mas custam caro em termos de identidade de marca. Com a Microsoft transformando o próximo Xbox em uma plataforma capaz de rodar jogos de Windows, a Sony decidiu que sua melhor defesa é voltar a ser o único lugar onde se pode jogar as melhores histórias single-player do mundo.
A exceção dos Jogos como Serviço (GaaS)
Nem tudo está perdido para quem joga no teclado e mouse. A nova política da Sony parece poupar os chamados “Live Services”. Jogos como Helldivers 2 e o futuro Marathon, da Bungie, devem continuar saindo simultaneamente no PC. A lógica é simples: esses jogos precisam de uma base massiva de jogadores para sobreviver, algo que só o cross-play entre console e PC pode oferecer.
Para os fãs de God of War, The Last of Us e Horizon, no entanto, a era de “esperar um ou dois anos pela versão de PC” pode ter acabado. A Sony quer você de volta ao sofá, com um DualSense na mão, e está disposta a abrir mão das vendas no Steam para garantir que o PlayStation continue sendo a plataforma indispensável de 2026.



