Executiva da NVIDIA provoca rivais ao dizer que alta da memória não foi surpresa: “nós sabíamos que isso iria acontecer”

A diretora financeira da NVIDIA, Colette Kress, praticamente chamou de míopes as empresas que “acordaram” só depois que a memória disparou de preço: enquanto muita gente repetia “meu Deus, o preço da memória subiu”, ela diz que a NVIDIA já sabia que isso aconteceria e fez os pedidos “há muito tempo”.

Em entrevista recente com Tae Kim, autor do livro NVIDIA Way, Kress descreve uma cena que hoje, em maio de 2026, não parece exagero: “Muitas empresas estão sentadas dizendo ‘oh meu Deus, o preço da memória subiu’. Nós sabíamos que isso iria acontecer. Isso era algo que todo mundo deveria ter, pelo menos nós tivemos, encomendado há muito tempo”. Quando a memória virou manchete por triplicar, quadruplicar e até sextuplicar de preço, a fala soa menos como desculpa e mais como alfinetada em quem confiou em contratos curtos ou no mercado à vista.

Ela completa o recado explicando que, para os chips de memória mais importantes, a NVIDIA não “pega o que tiver na prateleira”. A empresa discute com os fornecedores o que vai construir na próxima geração de GPUs e já amarra o volume necessário antes da crise aparecer nos balanços de outros fabricantes.

Três fornecedores alinhados, concorrência na fila

Kress explica que a NVIDIA trabalha “com todos os três fornecedores de memória”, e que eles estão “todos alinhados” com os planos da empresa. Na prática, estamos falando do trio que domina DRAM e HBM no mundo, Samsung, SK Hynix e Micron, desenhando chips lado a lado com a Nvidia em vez de responder a pedidos genéricos.

“Eu não vejo outra empresa fazendo isso”, crava a CFO, num momento em que fabricantes de PCs e até concorrentes em GPUs brigam por estoque justamente com esses três nomes. Enquanto a NVIDIA negocia configuração e volume de longo prazo, OEMs são empurrados para kits mais caros ou para a alternativa de reduzir a quantidade de memória em notebooks e desktops para segurar o preço final.

GPUs de IA não precisam apenas de chips de alta largura de banda, os famosos HBM, mas também de memória DDR, e ambas compartilham o mesmo equipamento de fabricação. A expansão da capacidade de HBM significa que as linhas de produção de DDR estão sendo apertadas, e o mercado de DDR também enfrenta escassez.

Leia mais

Variedades
Cortejo de culturas tradicionais reúne três gerações da mesma família
Variedades
Borboleta preta dentro de casa? Atenção ao que isto pode querer dizer
Economia
Desenrola Brasil: uso do FGTS para pagar dívidas começa nesta segunda
Variedades
Estudo revela o motivo que faz cães inclinarem a cabeça e surpreende cientistas
Economia
INSS paga segunda parcela do 13º a aposentados e pensionistas
Esportes
Bragantino goleia o Vasco em São Januário

Mais lidas hoje