Pat Burgener, de 31 anos, que trocou a Suíça pelo Brasil e era uma das promessas brasileiras nas Olimpíadas de Inverno Milão-Cortina, está fora da final do snowboard halfpipe. Competindo nesta quarta-feira (11), o atleta caiu na fase final da realização da prova e não conseguiu pontuação necessária para avançar para próxima fase. “”Foi incrível representar o Brasil nos Jogos Olímpicos. Quero agradecer a todas as pessoas do Brasil que torceram porque a energia foi demais, foi mais do que eu precisava”, disse o atleta.
Pat foi o sexto a descer e na primeira descida somou 70.000 pontos, já na segunda, deviso a queda, não conseguiu melhorar sua nota. Por um momento, ele até chegou a ficar na 12ª colocação, o que garantia vaga na final, mas a decida do sul-coreano Jio Lee, que redeu a ele 74.000 pontos, deslocou o suíço-brasileiro para a 14ª posição e acabou com as chances de Pat. No snowboard, dos 24 competidores, avançam para final os 12 melhor colocados.
“Estou um pouco triste com o resultado. Queria fazer essa final, talvez chegar numa medalha. Mas foi difícil, o halfpipe foi de nível foi muito alto.”, declarou Burgener. “Foi uma temporada que comecei muito bem com quarto lugar, com terceiro lugar, primeira medalha para o Brasil. Agora é difícil, porque eu podia fazer essa final. Eu tive tudo para fazer essa final, mas não consegui”, desabafou.
Augustinho Teixeira também não avança

Brasileiro Augustinho Teixeira compete na segunda bateria de qualificação do halfpipe masculino de snowboard durante os Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026 no Livigno Snow Park, em Livigno
Quem também está fora da competição é o brasileiro Augustinho Teixeira, de 20 anos, somou 56.50 em sua primeira descida e, na segunda, caiu. Essa é a primeira participação dele nos Jogos Olímpicos de Inverno. O brasileiro que nasceu na Argentina, no Ushuaia, também não conseguiu completar a prova. Apesar de não valer mais nada, ele ainda seguiu até o final. Terminou a prova na 19ª posição.
“Adorei muito a minha primeira experiência olímpica. Sou grato por toda a galera que acreditou em mim, me deu suporte até agora. Sou grato e feliz que consegui me divertir.”, disse o brasileiro. “É uma honra total (representar o Brasil nos Jogos Olímpicos) e dá vontade de fazer melhor, de melhorar, de trabalhar mais para poder trazer o melhor resultado nas Olimpíadas que vêm.”, acrescentou.
Mesmo sem nenhum classificado para a final, o Brasil fez história na competição, pois, até então, não tinha tido representantes na prova em edições anteriores e Pat, com o 14º lugar, garantiu a melhor colocação do País até o momento.

