Uma empresa gastou US$ 500 milhões com o Claude, da Anthropic, em um único mês, depois de não definir nenhum limite de uso ou teto de gastos para as licenças dos funcionários. O caso foi relatado por um consultor de IA e expõe uma crise crescente de governança de custos de IA nas empresas americanas.
Com acesso irrestrito ao Claude, engenheiros que rodavam fluxos de trabalho agênticos, prompts de longo contexto e sessões de codificação paralelas acumulavam centenas ou até milhares de dólares cada um por mês. Isso porque o Claude, assim como outros modelos, cobra por token: cada palavra inserida e cada resposta gerada têm um custo, e agentes complexos consomem tokens em volume muito superior ao de uma consulta simples.
Funcionários da empresa que preferiram não se identificar chegavam a usar o Claude para tarefas triviais, como verificar a previsão do tempo, segundo um CTO ouvidos pelo site Axios. A ausência de um dashboard de monitoramento e de qualquer controle de limite de gastos tornou o problema invisível até a chegada da fatura.
Microsoft e Uber descobriram que IA sai mais caro do que contratar gente
O problema não é isolado. A Microsoft limitou a maioria de suas licenças internas do Claude Code depois que o custo por engenheiro variou entre US$ 500 e US$ 2.000 mensais. A Uber esgotou todo o orçamento de IA para 2026 já em abril. O detalhe que torna o caso mas irônico é que a a própria Uber havia criado rankings internos para incentivar as equipes a usar mais IA, premiando times pelo volume de uso. O custo por engenheiro com APIs chegou a variar entre US$ 500 e US$ 2.000 por mês.



