Depois de terminar a montargem quatro servidores em casa, brasileiro diz que auto-hospedagem virou “caminho sem volta”

Depois de meses pesquisando, comprando peças e montando o ambiente aos poucos, um usuário da comunidade brasileira r/autohospedagem publicou o resultado do seu projeto de self-hosting: um homelab formado por quatro computadores com funções diferentes, combinando virtualização, armazenamento em rede, servidor de mídia e laboratório para estudos. Segundo o autor da publicação, boa parte dos equipamentos foi adquirida na OLX e no AliExpress ao longo do desenvolvimento do projeto. O objetivo era concentrar diversos serviços normalmente executados em plataformas na nuvem dentro de sua própria infraestrutura doméstica.

As fotos publicadas mostram o conjunto montado em uma estante, incluindo um Dell OptiPlex, um gabinete dedicado ao servidor de armazenamento, dois mini PCs e um roteador MikroTik utilizado como switch. 

Finalmente meu projeto de self hosting ficou pronto!
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u/r_vasco in
autohospedagem

 

Cada máquina recebeu uma função específica

O equipamento responsável pela infraestrutura principal é um Dell OptiPlex 3020 equipado com um Intel Core i5-4590, 16 GB de memória DDR3 e um SSD SATA de 240 GB. Segundo o autor, nele roda o Proxmox VE, plataforma de virtualização bastante utilizada em homelabs e pequenos servidores. As máquinas virtuais executam o pfSense, responsável pelo DHCP, VLANs, VPN IPsec e autenticação PPPoE, além de uma instalação do Windows 10 LTSC utilizada remotamente para tarefas de escritório.

O computador também recebeu uma placa de rede PCI Express de 2,5 Gb/s para complementar a interface integrada.

O armazenamento fica em um servidor dedicado

Ao lado do OptiPlex está um gabinete equipado com um Pentium Gold G6400, 8 GB de memória DDR4 e o TrueNAS.

Segundo a publicação, o sistema operacional é iniciado por um SSD externo conectado via USB 3.0. O armazenamento principal utiliza seis discos rígidos de notebook de 1 TB e 7.200 rpm organizados em RAIDZ1, configuração baseada no sistema de arquivos ZFS que permite tolerar a falha de um disco sem perda imediata dos dados. Nesse servidor ficam armazenados documentos, projetos pessoais, biblioteca multimídia e os arquivos sincronizados automaticamente a partir do smartphone utilizando Syncthing e Immich.

O autor também afirma que o TrueNAS executa backups recorrentes para o Google Drive durante a madrugada.

Um laboratório para estudos e desenvolvimento

Outro computador do ambiente é um mini PC equipado com um Core i9-12900H, 16 GB de memória DDR4 e SSD NVMe PCIe Gen4 de 512 GB.

Segundo o relato, ele também executa o Proxmox, mas exclusivamente para estudos de DevSecOps e desenvolvimento de aplicações.

O ambiente abriga diversas máquinas virtuais Linux e Windows, além de containers utilizados para testes antes da implantação em ambientes de produção no trabalho do autor.

Jellyfin concentra o servidor de mídia

A quarta máquina é um mini PC Beelink com processador Celeron N5095, 8 GB de memória DDR4 e SSD NVMe de 256 GB.

Nele roda o Ubuntu Server com Docker, responsável por hospedar serviços como Jellyfin, Sonarr, Radarr, Prowlarr, Jackett e clientes BitTorrent.

Segundo o autor, esse equipamento lê diretamente os arquivos armazenados no TrueNAS para reprodução de filmes e séries em resoluções Full HD e 4K.

O Google Drive ainda faz parte do projeto

Nos comentários da publicação, um usuário perguntou por que o projeto ainda utiliza o Google Drive, já que o objetivo do self-hosting costuma ser reduzir a dependência de serviços em nuvem.  O autor respondeu que já possuía a assinatura do serviço antes de iniciar o projeto e optou por mantê-lo por comodidade.

Ele afirmou, porém, que pretende migrar futuramente para o ecossistema da Proton, utilizando seus serviços de armazenamento e VPN. Essa observação mostra que, embora boa parte da infraestrutura já funcione localmente, o projeto ainda utiliza um serviço externo como camada adicional de backup.

O que é self-hosting?

Self-hosting consiste em executar serviços digitais em equipamentos próprios, normalmente instalados em casa ou em pequenos servidores particulares.

Em vez de depender exclusivamente de plataformas de terceiros para armazenar arquivos, reproduzir vídeos, sincronizar fotos ou executar aplicações, o usuário mantém a infraestrutura sob seu próprio controle. Nos últimos anos, ferramentas como Proxmox VE, TrueNAS, Immich, Jellyfin, Home Assistant e Syncthing ajudaram a popularizar esse tipo de ambiente entre entusiastas e profissionais de TI.

Embora exija conhecimentos sobre redes, armazenamento e virtualização, a prática permite maior controle sobre os dados, flexibilidade na configuração dos serviços e reaproveitamento de equipamentos antigos.

No caso apresentado no Reddit, o próprio autor resume essa experiência em uma frase que sintetiza o entusiasmo de muitos usuários da comunidade: “self Hosting é um caminho sem volta.”

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