Defesa pede libertação imediata de Sean ‘Diddy’ Combs e anulação da condenação

Os advogados do magnata do hip-hop Sean “Diddy” Combs pediram, na noite de terça-feira (23), que um tribunal federal de apelações em Nova York determine a libertação imediata do rapper e anule sua condenação por crimes relacionados à prostituição. Alternativamente, solicitaram que o juiz responsável pelo caso seja instruído a reduzir a pena de quatro anos imposta ao artista.

O pedido foi protocolado no 2º Tribunal de Apelações, em Manhattan. A defesa argumenta que Combs foi tratado com excessivo rigor por um juiz federal, que teria permitido que provas relativas a acusações das quais ele foi absolvido influenciassem indevidamente a sentença.

Combs, de 56 anos, está preso em uma penitenciária federal em Nova Jersey, com previsão de libertação em maio de 2028. Em julgamento concluído em julho, ele foi absolvido das acusações de conspiração para extorsão e tráfico sexual, mas condenado com base na Lei Mann, que proíbe o transporte de pessoas entre estados para a prática de crimes sexuais.

Segundo os advogados, o juiz Arun Subramanian agiu como um “décimo terceiro jurado” ao sentenciar Combs, em outubro, a quatro anos e dois meses de prisão. A defesa sustenta que o magistrado errou ao considerar, na dosimetria da pena, fatos relacionados a acusações rejeitadas pelo júri.

A defesa destaca que Combs foi condenado por duas acusações consideradas menores, ligadas à prostituição, sem envolvimento de força, fraude ou coerção. Por isso, pediu que o tribunal de apelações — que ainda não analisou o caso em audiência — absolva o rapper, determine sua libertação imediata ou reduza a pena. “Réus normalmente recebem penas inferiores a 15 meses por esses crimes, mesmo quando há coerção, o que o júri não identificou neste caso”, escreveram os advogados.

Eles afirmam ainda que o juiz contrariou o veredicto ao concluir que Combs “coagiu”, “explorou” e “forçou” suas namoradas a praticar atos sexuais, além de liderar uma conspiração criminosa. Segundo a defesa, essas conclusões resultaram “na pena mais alta já aplicada a um réu remotamente semelhante”. Na sentença, Subramanian afirmou que considerou o relato de duas ex-namoradas de Combs, que disseram ter sido agredidas e coagidas a manter relações sexuais com profissionais do sexo enquanto ele assistia, filmava e, em alguns casos, se masturbava.

Durante o julgamento, a ex-namorada Casandra “Cassie” Ventura declarou que Combs a obrigou a manter relações sexuais “nojentas” com desconhecidos centenas de vezes ao longo de um relacionamento de cerca de dez anos, encerrado em 2018. Os jurados assistiram a um vídeo em que o rapper aparece arrastando e agredindo Cassie em um corredor de hotel em Los Angeles, após um desses encontros.

Outra ex-namorada, que depôs sob o pseudônimo de “Jane”, afirmou ter sido pressionada a manter relações sexuais com profissionais do sexo masculinos durante encontros conhecidos como “noites de hotel”, marcados pelo uso de drogas, entre 2021 e 2024.

Ao justificar a sentença, Subramanian disse rejeitar a tentativa da defesa de classificar os fatos como experiências íntimas e consensuais. “Você abusou do poder e do controle que exercia sobre a vida de mulheres que dizia amar profundamente”, afirmou o juiz. “Você as abusou física, emocional e psicologicamente para conseguir o que queria, especialmente nos chamados freak-offs e noites de hotel.”

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