A 56ª edição da Copa São Paulo de Futebol Júnior, a famosa Copinha, começa nesta sexta-feira (2), com a mesma expectativa de todos os anos: lançar ao cenário nacional jovens talentosos. O torneio termina, como é praxe, em 25 de janeiro, aniversário de São Paulo. A final será disputada no Pacaembu, embora o complexo que abriga o estádio ainda siga em obras para erguer um prédio multiúso com hotel de luxo e restaurantes. O torneio apresenta a mesma fórmula de disputa dos anos anteriores. Os 128 times estão divididos em 32 grupos de quatro, espalhados por diferentes cidades do Estado de São Paulo. Classificam-se à segunda fase os dois melhores de cada chave. Daí para frente, jogos únicos, no estilo mata-mata. Em caso de empate, o confronto será decidido nos pênaltis.
A edição de 2026 chama atenção pelo número de estreantes. Ao todo, 22 clubes participam da Copinha pela primeira vez, entre eles Meia Noite-SP, Real-RR, Águia de Marabá-PA, Athletic-MG, Centro Olímpico-SP, Guanabara City-GO, Maricá-RJ, Naviraiense-MS, Quixadá-CE, São Luís-MA e União Cacoalense-RO. Há ausências relevantes também. A principal delas é o Flamengo, tetracampeão do torneio, que optou por manter seus atletas da base à disposição para a disputa do Campeonato Carioca. Clubes como Atlético-GO, Paysandu, Londrina, Caxias e ABC também não participam neste ano.
Entre os paulistas, nomes tradicionais ficaram fora da Copinha de 2026, como Marília, campeão em 1979; Paulista de Jundiaí, campeão em 1997; Rio Branco, vice-campeão em 2008; além de Batatais, São Bernardo e São Caetano, todos com histórico relevante na competição. O Corinthians é o maior campeão, com 11 títulos, e joga suas fichas neste ano, entre os protagonistas, no meio-campista Gui Amorim, de 17 anos, elogiado pela leitura de jogo e chegada ao ataque.
O São Paulo, que defende seu o título neste ano depois de superar o Corinthians na decisão de 2025, é a segunda equipe com mais taças: são cinco. O time tricolor tem como destaque o atacante Paulinho. O meio-campista Gustavo Zabarelli, de 16 anos, é outro nome importante.
O Palmeiras tenta manter o protagonismo recente após as conquistas consecutivas de 2022 e 2023, e busca lançar novos talentos depois de revelas as duas maiores estrelas do futebol brasileiro na última década: Endrick, hoje no Lyon, e Estevão, astro do Chelsea.
Neste ano, os palmeirenses vão a campo com nomes que já têm espaço com Abel Ferreira no profissional, como o zagueiro Benedetti e o meia-atacante Erick Belé, além do volante Luís Pacheco, que também teve alguns minutos no time profissional em 2025. Eduardo Conceição, de 16 anos, chama a atenção pela precocidade e pode repetir o caminho de Endrick e Estêvão.

