O Commodore Callback 8020 é um celular dobrável de US$ 499 que roda Sailfish OS, um sistema baseado em Linux desenvolvido pela empresa finlandesa Jolla, e tem redes sociais, navegadores e e-mail corporativo bloqueados por padrão, sem possibilidade de desbloqueio pelo usuário. O aparelho tem processador MediaTek Helio G81, 4 GB de RAM e 64 GB de armazenamento interno, expansível via microSD de até 512 GB. A tela interna mede 3,25 polegadas com resolução de 480 x 640 pixels e, por padrão, o modo touchscreen fica desativado para forçar uso pelo teclado físico T9. A câmera traseira é um sensor Sony de 48 megapixels, e há uma câmera frontal para videochamadas. A bateria tem 1.550 mAh, é removível e a Commodore afirma duração de até uma semana com uso moderado. O aparelho não tem suporte a 5G, opera em LTE, Wi-Fi e Bluetooth, e inclui GPS.
Software e bloqueios
O Sailfish OS tem uma camada de compatibilidade com Android que, segundo a Jolla, permite rodar a grande maioria dos apps Android, mas a loja própria do aparelho, chamada Commostore, só distribui apps aprovados. Apps de redes sociais, navegadores completos e ferramentas corporativas como Slack e Teams são bloqueados via DNS, o que impede o desbloqueio mesmo via instalação manual. Apps de mensagens como WhatsApp, Signal, Telegram e WeChat funcionam, assim como Uber, Lyft, Spotify e Apple Music.
O aparelho tem DAC com chipsets ESS e Cirrus Logic, suporta arquivos de áudio sem perda e inclui um par de fones intra-auriculares na caixa. Há rádio FM integrado e o aparelho reproduz sons do chip SID original do Commodore 64 como toques de chamada. A biblioteca inclui alguns jogos clássicos do C64.
Cores, preços e disponibilidade

O aparelho tem cinco variantes de cor: BASIC Beige, ProtoPET White, SX Silver, a edição translúcida Starlight por US$ 549 e a Founders Edition dourada por US$ 640. As pré-encomendas abrem em 30 de junho, com entrega prevista para o final de 2026. Quem entrar na lista de espera antes da abertura das pré-encomendas recebe desconto de US$ 50.
A marca Commodore foi readquirida em 2025 pelo youtuber Christian Simpson, que comprou todos os 47 registros de marcas sobreviventes, o mais antigo datando de 1983, segundo o próprio site da Commodore



