Chefe do cartel de Jalisco morre após operação militar no México

O líder do poderoso Cartel Jalisco Nova Geração, Nemesio “El Mencho” Oseguera Cervantes, foi morto no domingo (22) após uma operação conduzida pelo Exército mexicano, anunciou o governo.

Oseguera, ex-policial, comandava o Cartel Jalisco Nova Geração, ou CJNG, enquanto a organização se tornava uma das “mais poderosas e cruéis organizações criminosas” do México, segundo a DEA (Agência de Repressão às Drogas dos EUA).

Forças de segurança de vários ramos federais do Exército mexicano realizaram a operação na cidade de Tapalpa, no estado de Jalisco.

Membros do CJNG trocaram tiros com as forças governamentais, resultando na morte de quatro integrantes da gangue no local, informou a Secretaria de Defesa Nacional do México.

Oseguera e mais dois indivíduos ficaram gravemente feridos e morreram enquanto eram transportados de avião para a Cidade do México, segundo a Secretaria de Defesa.

Três militares mexicanos também ficaram feridos na operação e foram levados a um hospital na Cidade do México para receber tratamento.

A operação militar desencadeou uma série de eventos violentos em todo o estado de Jalisco, que está programado para sediar quatro partidas da Copa do Mundo de 2026 em junho, antes que a violência se espalhasse para outros estados, como Michoacán e Guanajuato.

Suspeitos de pertencer a grupos criminosos organizaram incêndios em ônibus, bloquearam estradas na região e entraram em confronto com as autoridades, informou o governador de Jalisco, Pablo Lemus Navarro.

Durante a operação, Lemus pediu aos moradores que permanecessem em suas casas e afirmou que os serviços de transporte público em Jalisco seriam suspensos “até que a situação esteja sob controle”.

O governador declarou que a violência se espalhou para pelo menos cinco estados e pediu ao público que evitasse viajar pelas rodovias.

O Departamento de Estado dos EUA emitiu um alerta de viagem, recomendando que cidadãos americanos se abrigassem nos estados mexicanos de Jalisco, Tamaulipas e Michoacán devido às “operações de segurança em andamento e aos bloqueios de estradas e atividades criminosas relacionadas”.

Oseguera era procurado pelas autoridades dos EUA, que ofereciam uma recompensa de até 15 milhões de dólares por informações que levassem à sua prisão.

O Departamento de Justiça dos EUA acusou El Mencho em 2022 de liderar esforços para fabricar e distribuir fentanil destinado à importação para os Estados Unidos.

Uma denúncia do Departamento de Justiça contra Oseguera afirmou que sua organização atua nos estados mexicanos de Jalisco, Colima e Veracruz, além de ter presença em outras regiões.

Em uma publicação no X, o subsecretário do Departamento de Estado dos EUA, Christopher Landau, descreveu a morte de Oseguera como um “grande avanço para o México, os EUA, a América Latina e o mundo”.

Ele acrescentou que acompanha as cenas caóticas no México “com grande tristeza e preocupação”.

A Secretaria de Segurança Pública de Michoacán informou que “ações operacionais estão em andamento em vários pontos do estado para restaurar o fluxo de tráfego em resposta a bloqueios de estradas”, decorrentes de “esforços para capturar alvos criminosos”.

Enquanto isso, a Secretaria de Segurança e Paz de Guanajuato relatou incêndios em farmácias e lojas de conveniência em diferentes partes do estado.

“Não houve registro de feridos, mas houve danos materiais”, acrescentou o comunicado, anunciando a implantação de uma operação de segurança em coordenação com o Exército, a Guarda Nacional e a polícia municipal.

Em razão da violência, a Air Canada e a United Airlines suspenderam voos para Puerto Vallarta, um destino turístico popular na costa oeste do México.

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