Ano após ano, o Carnaval leva não apenas milhões de foliões às ruas, mas também mobiliza pequenos negócios dispostos a aproveitar a intensa movimentação de público para ampliar vendas, especialmente no varejo físico.
Projeções de associações de lojistas indicam um crescimento médio nas vendas, que compreende todo o mês de fevereiro.
A Confederação Nacional do Comércio (CNC) estima uma movimentação nacional de R$ 12 bilhões, enquanto apenas em São Paulo, um dos principais polos do Carnaval de rua do país, o impacto econômico deve superar os R$ 7,3 bilhões, puxado por segmentos como moda, acessórios e alimentação, segundo a Centro de Inteligência da Economia do Turismo (CIET), ligado à Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo (Setur-SP).
Pequenos empreendedores e vendedores autônomos podem intensificar suas atividades durante o Carnaval, de olho em eventos, blocos de rua e no alto volume de viagens no período. É o momento de consolidar a presença física, diversificar métodos de pagamento e apostar na agilidade, considerando o aumento da demanda.
Negócios de turismo, venda de itens de festa como fantasias e adereços, por exemplo, podem se beneficiar ainda mais do período — desde que façam um planejamento prévio.
Veja, abaixo, dicas para empreendedores e profissionais que desejam gerar renda extra ou potencializar vendas, mantendo o bom desempenho ao longo do ano.
Preparação que começa antes da data
Estar preparado para a alta demanda é fundamental para poder usufruir das vantagens que o salto nas vendas pode gerar.
Para isso, os lojistas, comerciantes e profissionais autônomos devem iniciar um planejamento prévio que envolve desde o controle de estoques até a definição dos canais de comunicação e a preparação da equipe para um atendimento ágil e eficiente — o que, em muitos casos, pode exigir reforço temporário no time.
Do ponto de vista dos produtos, é importante analisar quais itens têm maior saída nesse período e garantir a reposição adequada, evitando rupturas e perda de oportunidades de venda. Já nos setores de serviços, a atenção deve estar voltada à capacidade de atendimento e à alta rotatividade.
Negócios como hotéis, restaurantes e bares, por exemplo, podem se antecipar ajustando processos, escalas e insumos para dar conta do aumento no fluxo de clientes.
Experiência do cliente
No Carnaval, oferecer uma experiência de compra diferenciada vai além do produto.
Apostar em conveniência e rapidez no atendimento, evitando assim filas e facilitando a jornada do cliente são fatores decisivos. A ambientação do espaço, com decoração e identidade visual que remetem à folia, também se torna um atrativo importante.
Pagamentos ágeis
Considerar métodos de pagamento simplificados, que garantam transações rápidas e sem complicações, é essencial em períodos de alta demanda.
O Pix, por exemplo, permite que o vendedor autônomo realize mais vendas em menos tempo, receba o valor instantaneamente e mantenha um controle mais eficiente do faturamento — algo fundamental para quem depende do Carnaval para aumentar a renda.
Além disso, integrar essas formas de pagamento às vendas nos meios digitais e ao uso das redes sociais amplia o alcance do negócio e facilita a conversão, permitindo que o cliente finalize a compra de forma prática, mesmo fora do ponto físico de venda.
(texto de Maria Clara Dias)



