Buscas por crianças desaparecidas no Maranhão chegam ao 19º dia

As buscas por Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, completam, nesta quinta-feira (22), 19 dias, sem que novas pistas sobre o paradeiro das crianças tenham sido encontradas em Bacabal, no interior do Maranhão. Anderson Kauã, de 8 anos, primo dos irmãos, que já vinha colaborando com informações sobre o caso, participou diretamente das buscas após receber alta médica na última terça-feira (20).

O menino indicou às autoridades o caminho percorrido com os primos até uma cabana abandonada conhecida como “casa caída”, localizada próxima às margens do Rio Mearim. Anderson foi acompanhado por uma equipe especializada, com apoio psicológico e autorização da Justiça, e segue recebendo acompanhamento multiprofissional de saúde e assistência social, segundo informações da SSP-MA (Secretaria de Estado da Segurança Pública).

Anderson Kauã foi encontrado com vida em 7 de janeiro, em uma área de mata no povoado Santa Rosa, a cerca de quatro quilômetros em linha reta do último local onde seus primos, Ágatha Isabelly e Allan Michael, foram vistos. O menino foi localizado por três produtores rurais que trafegavam pela região em uma carroça.

Desde o desaparecimento, em 4 de janeiro, quando as crianças saíram para brincar no Quilombo de São Sebastião dos Pretos, mais de 500 pessoas participam da operação, incluindo equipes da Polícia Civil, Marinha e Corpo de Bombeiros. A busca concentra-se na região da cabana indicada por Anderson e no leito do Rio Mearim, onde mergulhadores utilizam equipamento side scan sonar para mapear o fundo do rio, produzindo imagens detalhadas mesmo em águas turvas.

Leia também: O que se sabe sobre o desaparecimento dos dois irmãos no Maranhão

“Os trabalhos avançam pela região e, com prioridade, pelo leito do Rio Mearim, com apoio da Marinha e de mergulhadores do Corpo de Bombeiros. Também seguimos com as investigações para dar uma resposta à família, à comunidade de São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, e a todos que acompanham o caso”, afirmou o governador do Maranhão, Carlos Brandão, nas redes sociais.

A investigação é conduzida por uma comissão especial da Polícia Civil, formada por equipes da SHPP (Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa), da SPCI (Superintendência de Polícia Civil do Interior) e da Delegacia Regional de Bacabal. Familiares, moradores e outras pessoas seguem sendo ouvidos para esclarecer as circunstâncias do desaparecimento.

O secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Martins, informou que nenhuma linha de investigação foi descartada até o momento. A principal hipótese considera que as crianças possam ter se perdido na mata, mas todas as possibilidades continuam sendo apuradas.

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