Bolsa interrompe sequência de 11 altas e cai 0,46%

Num dia de cautela no mercado financeiro, a bolsa de valores interrompeu uma sequência altas e teve leve queda. O dólar ficou praticamente estável, permanecendo abaixo de R$ 5. Na falta de novos sinais no cenário externo, investidores venderam ações para embolsar lucros recentes, enquanto o petróleo teve sessão volátil e fechou perto da estabilidade.

Após 11 pregões consecutivos de alta, o Ibovespa caiu 0,46%, aos 197.738 pontos, interrompendo uma sequência de recordes no ano. Ainda assim, o índice conseguiu se manter acima dos 197 mil pontos.

O movimento foi influenciado por realização de lucros, mas perdas foram limitadas pelo desempenho de ações de grande peso. Na semana, o índice ainda acumula leve alta, de 0,21%. A bolsa brasileira sobe 5,48% no mês e 22,72% em 2026.

Entre os fatores domésticos, dados de inflação mais fortes reforçaram a percepção de juros elevados por mais tempo, o que reduz o interesse por ações. Por outro lado, a diferença de juros entre o Brasil e economias avançadas continua atraindo investidores estrangeiros.

Dólar estável

O dólar à vista fechou praticamente estável, com leve queda de 0,03%, cotado a R$ 4,992, permanecendo abaixo do patamar de R$ 5.

A moeda chegou a superar os R$ 5 no início do pregão, mas perdeu força ao longo do dia. Investidores adotaram postura cautelosa diante da ausência de avanços concretos no cenário geopolítico e econômico global.

O fluxo cambial negativo no início de abril, divulgado pelo Banco Central também pesou, apesar da entrada recente de recursos estrangeiros em ativos brasileiros. No mês, o dólar acumula queda de 3,6%, refletindo maior interesse por risco dos investidores globais em relação às semanas anteriores.

Petróleo volátil

Os preços do petróleo oscilaram ao longo do dia e fecharam próximos da estabilidade, em meio a incertezas sobre o conflito no Oriente Médio e à queda nos estoques dos Estados Unidos.

O barril do tipo WTI, do Texas, avançou 0,01%, a US$ 91,29. O barril do tipo Brent, referência nas negociações internacionais, subiu 0,15%, a US$ 94,93.

O mercado segue atento às negociações envolvendo países da região e à possibilidade de mudanças na oferta global. A redução inesperada dos estoques americanos também contribuiu para limitar perdas, após a forte queda registrada na véspera.

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