Banco Central mantém Selic em 15% ao ano

O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) decidiu nesta quarta-feira (10), por unanimidade, manter a taxa básica de juros em 15% pela quarta reunião seguida. A manutenção da Selic em seu maior patamar em quase 20 anos confirmou a expectativa do mercado financeiro, conforme mostrou o último Boletim Focus.

O relatório divulgado semanalmente pelo Banco Central também apontou que o mercado financeiro espera redução da taxa básica de juros durante 2026 e encerre o ano em 12,5%.

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para levar a inflação para a meta de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para baixo ou para cima. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou também nesta quarta-feira que o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que ficou anualizado em 4,46%.

Na ata da reunião de novembro, o Copom enfatizou que considera o patamar atual da Selic como suficiente para levar a inflação à meta. Para isso, o comitê avalia que a taxa básica de juros precisa ser mantida em 15% por um período “bastante prolongado”.

Para o especialista em direito tributário e contador, Júlio Caires, a quarta manutenção da Selic “demonstra uma postura de prudência diante do cenário fiscal e do comportamento das expectativas do mercado”. Ele explica que o Copom também considera a “volatilidade cambial, pressão dos gastos públicos e o risco de reaceleração inflacionária nos próximos meses” para tomar decisão.

“A inflação atual pode estar dentro da faixa prevista, mas ainda há pressões importantes vindas de serviços, de commodities e do ambiente internacional”, disse Caires.

Segundo o especialista, a decisão do Copom quanto à taxa básica de juros demonstra que o comitê “deseja observar por um período mais prolongado de estabilidade antes de dar início a um ciclo de cortes”. Para Caires, há chances de a Selic ser reduzida na próxima reunião se “a inflação continuar dentro da margem, o câmbio permanecer estável e o cenário fiscal mostrar sinais de maior responsabilidade”.

Em comunicado, o BC sinalizou que pode reduzir os juros nas próximas reuniões. “O Comitê enfatiza que seguirá vigilante, que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados e que, como usual, não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso julgue apropriado”.

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