Azeite extravirgem pode ser mais importante para o cérebro do que muita gente imagina

Nem todo azeite extravirgem age da mesma forma no organismo, e uma nova pesquisa reforça essa diferença. O estudo observou que a versão menos processada do azeite, rica em compostos bioativos, foi associada a melhores indicadores de função cognitiva, enquanto o azeite refinado não apresentou o mesmo padrão.

Por que o tipo de azeite pode fazer diferença?

Quando se fala em azeite de oliva, muita gente imagina um produto único. Mas existe uma diferença importante entre o extravirgem e o azeite comum, principalmente na forma de produção e no nível de processamento.

O extravirgem passa por menos etapas industriais e preserva mais polifenóis, substâncias vegetais associadas à ação antioxidante e a respostas anti-inflamatórias. Já o refinado pode ter composição de gorduras parecida, mas tende a perder parte desses compostos durante o processamento.

O que o estudo observou sobre azeite e cérebro?

A pesquisa analisou dados de adultos mais velhos acompanhados por dois anos, avaliando consumo alimentar, desempenho cognitivo e mudanças na microbiota intestinal. O objetivo era entender se diferentes tipos de azeite poderiam se relacionar de modo distinto com a saúde do cérebro.

Os participantes que consumiam mais azeite extravirgem apresentaram melhores indicadores em áreas como cognição geral, linguagem e capacidade de planejamento. Isso não significa que o azeite seja uma solução contra declínio mental, mas sugere que a qualidade da gordura usada na rotina pode importar.

Qual foi a diferença entre extravirgem e refinado?

O ponto mais chamativo foi a separação entre os tipos de azeite. Enquanto o extravirgem apareceu ligado a resultados mais favoráveis, o consumo maior de azeite refinado foi associado a piora em alguns marcadores cognitivos.

O extravirgem preserva mais compostos naturais da azeitona.

A pesquisa encontrou associação com melhores resultados em testes cognitivos.

Também houve relação com maior diversidade da microbiota intestinal.

A ligação com o intestino explica tudo?

A microbiota apareceu como uma pista interessante. Pessoas que consumiam mais azeite extravirgem apresentaram maior diversidade de microrganismos intestinais, algo geralmente associado a melhor equilíbrio metabólico e inflamatório.

Mesmo assim, os pesquisadores não provaram que essa mudança no intestino foi a causa direta dos resultados cognitivos. O estudo mostra associação, não uma garantia de efeito. Essa diferença é essencial para evitar conclusões exageradas sobre saúde do cérebro.

O Dr. Samuel Dalle Laste mostra, em seu canal do YouTube, outro benefício muito importante do azeite de oliva para o nosso corpo:

Como escolher azeite para o dia a dia?

Para quem busca uma alimentação mais cuidadosa, faz sentido priorizar o azeite extravirgem de qualidade. Ele deve ser armazenado longe de luz, calor e fogão, de preferência em embalagem escura e bem fechada.

Também não vale esperar que uma colher de azeite resolva sozinha memória, envelhecimento ou risco de doença. O melhor resultado vem quando ele entra em uma rotina com dieta mediterrânea, vegetais, grãos, peixes, oleaginosas, sono adequado e menos ultraprocessados.

Leia mais

Tecnologia
Windows 11: Microsoft agora recomenda 32 GB de RAM para PCs gamers de alto desempenho
Variedades
Com rochas de 300 milhões de anos no quintal, a 4ª maior cidade do Paraná une indústria pesada e geologia rara
Variedades
Avenida Atlântica está interditada para show de Shakira no Rio
Sorocaba
GCM flagra tráfico, detém dois suspeitos e apreende 72 porções de drogas em Brigadeiro Tobias
Tecnologia
Apple pode sofrer com escassez de chips de memória a partir de junho, diz Tim Cook
Variedades
Temporal no RS deixa desalojados e provoca danos em 19 cidades

Mais lidas hoje