O Rio de Janeiro, famoso por suas praias icônicas como Copacabana e Ipanema, já abrigou dezenas de outras faixas de areia que hoje vivem apenas na memória e em registros históricos. O intenso processo de urbanização da cidade, especialmente ao longo do século XX, resultou no desaparecimento de mais de 50 praias, a maioria delas aterrada para dar lugar a avenidas, parques e novas áreas urbanas. Conheça a história de algumas das principais praias que foram engolidas pelo progresso.
Praia de Santa Luzia
Localizada em frente à Igreja de Santa Luzia no Centro, essa praia era utilizada para lazer no início do século XX. Em 1922, com a derrubada do Morro do Castelo, foi construída a Esplanada do Castelo, mas ainda era possível nadar na praia. Na década de 1940, a ampliação do aterro para a construção do Aeroporto Santos Dumont eliminou o que restava da praia.
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Praia da Saudade
Uma pequena e charmosa praia na Urca, entre a Praia Vermelha e o antigo Hospício Pedro II, frequentada por pescadores e regatistas. Começou a ser aterrada em 1908 para obras da Exposição do Centenário da Abertura dos Portos. Na década de 1930, desapareceu completamente com a construção do Iate Clube do Rio de Janeiro.
O legado submerso do Rio de Janeiro
Conheça algumas das mais de 50 praias cariocas que foram aterradas pelo progresso.
🏖️ Praia de Santa Luzia
Localizada no Centro, desapareceu na década de 1940 com a ampliação do aterro para o Aeroporto Santos Dumont.
🌅 Praia da Saudade
Pequena praia na Urca, desapareceu nos anos 30 com a construção do Iate Clube do Rio de Janeiro.
⛵ Praia de Maria Angu
Balneário popular na Zona Norte, vítima de aterros para expansão urbana e portuária e poluição.
🌳 Praia do Russel
Ponto de encontro da elite entre Glória e Flamengo, aterrada para o Parque do Flamengo (Aterro).
⚓ Praias da Gamboa e Formosa
Aterradas para a expansão do cais, hoje parte do Porto Maravilha, área vital para o desenvolvimento portuário.
Praia de Maria Angu (Zona Norte)
Na Zona Norte, a Praia de Maria Angu era um popular balneário na Baía de Guanabara, cuja localização exata é incerta – há registros que apontam para a região da Penha e Olaria. Assim como outras na região, como a de São Cristóvão e a da Gamboa, ela foi vítima de aterros para expansão urbana e portuária, além da poluição progressiva da baía.
Praia do Russel
Situada entre a Glória e o Flamengo, a Praia do Russel era um ponto de encontro da elite carioca no início do século XX. Ela foi completamente aterrada para a construção do Parque do Flamengo (Aterro do Flamengo), um dos maiores complexos de lazer do mundo, inaugurado em 1965.
Praias da Gamboa e Formosa
Essenciais para o desenvolvimento da zona portuária no século XIX, as praias da Gamboa e Formosa foram gradualmente aterradas para a expansão do cais do porto. A área, que foi fundamental para a chegada de africanos escravizados, passou por uma grande revitalização recente, transformando-se no Porto Maravilha, conectando o passado ao presente da cidade.
Essas são apenas algumas das praias que desapareceram sob o concreto e o asfalto. A história delas revela as transformações profundas na paisagem e no modo de vida do Rio de Janeiro, um processo contínuo de reinvenção que, ao mesmo tempo que modernizou a cidade, sepultou parte de sua geografia original.
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