O setor de Tecnologia da Informação vive uma virada estratégica. Segundo o levantamento Habilidades de TI 2026, publicado pelo LinkedIn, a área de TI deixou de ser apenas suporte para se tornar infraestrutura crítica dos negócios — e as exigências do mercado mudaram junto.
A pesquisa avaliou, de 1º de dezembro de 2024 a 30 de novembro de 2025, quais competências mais cresceram com base em dois critérios: a aquisição de habilidades nos perfis e o êxito real nas contratações. O resultado é uma lista de 10 skills técnicas e comportamentais que todo profissional de TI precisa conhecer agora.
Neste artigo, você vai ver cada uma delas em detalhe — e entender por que estão em alta.
As 10 Habilidades de TI em Alta para 2026
- XML — Integração e troca de dados entre sistemas
- Jornada do Cliente — UX orientada a suporte e sistemas
- Engajamento dos Funcionários — Adoção de ferramentas e segurança
- Large Language Models (LLM) — IA generativa aplicada
- Data Build Tool (DBT) — Transformação e qualidade de dados
- Inteligência Artificial — Automação e análise preditiva
- Ações Preventivas — Segurança proativa de infraestrutura
- Microsoft Exchange — Gestão corporativa de e-mail
- Microsoft Intune — Gerenciamento remoto de dispositivos
- Casos de Teste — QA e garantia de qualidade de sistemas
1. XML — A Cola entre Sistemas
O formato XML (eXtensible Markup Language) voltou com força ao radar do mercado — e não é por acaso. Com o crescimento das integrações entre sistemas legados, plataformas em nuvem e APIs corporativas, dominar XML se tornou um diferencial real.
Profissionais que sabem estruturar, validar e transformar dados em XML são fundamentais para garantir a consistência das informações em ambientes de TI híbridos. Essa competência aparece diretamente ligada à capacidade de conectar sistemas de CRM, ERP e plataformas digitais — habilidade cada vez mais cobrada mesmo fora da TI pura.
2. Jornada do Cliente — TI com Visão de Usuário
O mapeamento da jornada do cliente não é mais exclusividade do marketing ou do UX. Profissionais de TI que entendem como os usuários interagem com sistemas conseguem otimizar tempo de resposta, priorizar chamados com mais inteligência e melhorar a experiência digital de ponta a ponta.
Essa visão centrada no usuário está transformando como as equipes de suporte técnico operam — passando de uma lógica reativa para uma abordagem orientada a dados de comportamento e satisfação.
3. Engajamento dos Funcionários — O Elo Humano da Segurança Digital
A tecnologia mais avançada falha quando as pessoas não a adotam corretamente. O engajamento dos colaboradores com as ferramentas de TI impacta diretamente a adesão às políticas de segurança, o sucesso na implementação de novos sistemas e a eficiência operacional entre departamentos.
Para profissionais de TI, desenvolver essa habilidade significa atuar como ponte entre o técnico e o humano — facilitando treinamentos, comunicações internas e a cultura digital dentro das organizações.
4. Large Language Models (LLM) — IA que Gera e Interpreta
Os LLMs deixaram de ser curiosidade e viraram exigência de mercado. Empresas buscam profissionais de TI que saibam integrar esses modelos em fluxos de atendimento, automações internas e sistemas de análise de texto.
Além de implementar, o mercado quer quem consiga avaliar limitações, configurar parâmetros de segurança e garantir que o uso de IA generativa esteja alinhado com as políticas da empresa e com as exigências regulatórias em evolução.
5. Data Build Tool (DBT) — Dados Organizados para Decisões Estratégicas
O DBT é uma ferramenta de transformação de dados que ganhou adoção expressiva em times de analytics e engenharia de dados. Com ela, é possível estruturar pipelines confiáveis, rastrear linhagem de dados e facilitar auditorias técnicas.
Com o crescimento do papel da TI como parceira estratégica dos negócios, profissionais que dominam DBT conseguem transformar dados brutos em relatórios acionáveis — o que explica o salto dessa competência nas contratações.
6. Inteligência Artificial — Do Suporte ao Centro da Estratégia
A IA deixou de ser diferencial e virou requisito. Na área de TI especificamente, o LinkedIn aponta que o mercado quer especialistas capazes de aplicar algoritmos de IA na detecção de falhas de sistema, no monitoramento de redes corporativas e na análise preditiva de incidentes.
O profissional que sabe usar IA não só para automatizar tarefas, mas para gerar inteligência operacional, tem vantagem clara no mercado de 2026.
7. Ações Preventivas — Segurança como Postura, Não Resposta
O modelo de suporte reativo está com os dias contados. A habilidade de antecipar incidentes envolve atualização contínua de sistemas, revisão frequente de permissões de acesso e execução regular de testes de vulnerabilidade — tudo isso antes que o problema apareça.
Para as empresas, isso representa menos downtime e mais conformidade com normas como a LGPD. Para o profissional, é uma das competências mais valorizadas em qualquer processo seletivo de segurança da informação.
8. Microsoft Exchange — Comunicação Corporativa sob Controle
Mesmo com a adoção crescente do Microsoft 365, o Exchange segue sendo a espinha dorsal do e-mail corporativo em grandes organizações. Gerenciar contas, definir políticas de retenção e garantir a disponibilidade do serviço são responsabilidades críticas.
Essa habilidade está em alta justamente porque muitas empresas ainda mantêm ambientes híbridos — com servidores on-premises e nuvem rodando em paralelo.
9. Microsoft Intune — A Era do Gerenciamento Remoto de Dispositivos
Com o trabalho híbrido consolidado, gerenciar dispositivos corporativos remotamente virou prioridade. O Microsoft Intune permite configurar, monitorar e proteger notebooks, celulares e tablets corporativos a partir de uma plataforma centralizada.
Profissionais que dominam o Intune estão sendo disputados por empresas que precisam equilibrar produtividade remota com segurança de endpoints — um dos maiores desafios do TI moderno.
10. Casos de Teste — Qualidade de Software como Vantagem Competitiva
A habilidade de elaborar e executar casos de teste garante que os sistemas funcionem como esperado antes de chegarem ao usuário final. Com o aumento da complexidade dos sistemas e a velocidade das entregas em ambientes ágeis, QA ganhou protagonismo.
Profissionais que combinam raciocínio analítico com conhecimento técnico para documentar e automatizar testes são cada vez mais valorizados — especialmente em projetos de transformação digital.
O que o LinkedIn Revelou sobre o Mercado Brasileiro de TI
Além da lista de TI, o LinkedIn mapeou os cinco grandes grupos de competências que definem o mercado brasileiro em 2026 como um todo: estratégia de IA e sistemas inteligentes, marketing e storytelling estratégico, engenharia de software e APIs, gestão de projetos e operações, e segurança da informação e conformidade técnica.
O cenário geral reforça que 1 em cada 5 profissionais no mundo afirma que a falta de qualificação adequada dificulta sua busca por emprego. Atualização contínua deixou de ser opcional.
Como se Preparar para as Habilidades em Alta?
O LinkedIn disponibiliza cursos gratuitos pelo LinkedIn Learning até 23 de março de 2026 em áreas como IA generativa, cibersegurança, gestão de projetos, programação e marketing digital. Vale aproveitar a janela.
Além dos cursos, a tendência é clara: quem combina conhecimento técnico com visão estratégica e habilidades humanas — como liderança e pensamento sistêmico — está na frente.
A lista do LinkedIn para TI em 2026 deixa uma mensagem clara: o profissional que vai se destacar não é apenas o que resolve o ticket — é o que entende o negócio, usa IA como ferramenta, mantém sistemas seguros e consegue traduzir tecnologia em valor para as pessoas.
XML, LLMs, DBT, Intune, cibersegurança proativa e qualidade de software são as apostas do mercado. Quanto antes você começar a desenvolvê-las, maior será sua vantagem competitiva.



