Argentina denunciada por racismo no Rio diz que está com “medo”

A argentina Agostina Paés, acusada de cometer injúria racial contra um funcionário de um bar em Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro, contou sua versão dos fatos ao jornal argentino Info Del Estero e disse estar com “medo”.

A turista, que é advogada e influenciadora, revelou ao veículo que precisou deletar suas redes sociais porque está recebendo insultos e ameaças de cidadãos brasileiros. No sábado (17), ela teve o passaporte apreendido por determinação da Justiça do Rio de Janeiro e como medida cautelar, passará a usar tornozeleira eletrônica.

“”Estou presa, com medo.” “No Brasil, o crime de discriminação e racismo é grave, é por isso que tudo isso acontece”, relatou.

Ao jornal argentino, Agostina disse que após a confusão por causa de um suposto erro na conta do bar, ela e seus amigos pagaram tudo que havia sido cobrado. E ao saírem do local, os funcionários teriam começado a debochar deles, começado a tocar em suas partes íntimas.

“Como se insinuassem que algo ia acontecer conosco, riram enquanto nos gravavam e é aí que tive aquela reação muito ruim”, contou a turista.

Em seguida, Agostina passou a fazer xingamentos racistas a um funcionário.

Mas, ela acrescenta que sabe que “não deveria ter reagido assim”.

A turista afirmou que já contratou um contratou um advogado no Brasil e que ele solicitou as imagens de segurança do local.

Relembre o caso

Segundo a polícia, a vítima procurou a delegacia na última quarta-feira (14) e contou que foi alvo de ofensas racistas feitas pela turista que é advogada na Argentina.

Segundo o relato, a mulher apontou o dedo para o homem e o chamou de “negro” de forma pejorativa e discriminatória.

De acordo com o funcionário, a confusão começou após uma discussão por causa de um suposto erro na cobrança da conta. Para esclarecer a situação, ele foi conferir as imagens das câmeras de segurança e pediu para que a mulher aguardasse no local.

Foi nesse momento que, segundo o relato, a turista passou a fazer xingamentos racistas. O funcionário decidiu gravar a cena e, nas imagens, a mulher aparece imitando gestos de macaco e fazendo sons do animal em direção a ele.

Assim que tomaram conhecimento do caso, os agentes iniciaram as buscas para localizar a suspeita.

Neste sábado (17), a mulher foi até a delegacia para prestar depoimento, teve o passaporte apreendido e foi encaminhada ao sistema prisional para a colocação da tornozeleira eletrônica. A investigação continua para esclarecer todos os detalhes do caso.

Sob supervisão de AR.

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