A Apple e a Intel estabeleceram um acordo preliminar para que a fabricante norte-americana produza processadores destinados a iPhones, iPads e Macs. O contrato foca na fabricação de chips baseados nos projetos da própria Apple, utilizando o nó de processo 18A da Intel, com dimensões de 1,8 nanômetro. A decisão busca diversificar a linha de suprimentos da empresa, que atualmente depende exclusivamente da TSMC para a manufatura de seus componentes. Tim Cook confirmou que a escassez de unidades do A19 e A19 Pro limitou as vendas do iPhone 17, forçando a busca por fundições alternativas para evitar gargalos na produção de hardware de consumo em 2026
A Intel fornecerá inicialmente os processadores de entrada da série M, utilizados em modelos específicos de iPad e Mac. O acordo ocorre sob a liderança de Lip-Bu Tan, que assumiu o comando da Intel em 2025 para revitalizar o braço de fabricação de chips da companhia. Para o usuário que planeja comprar um MacBook Neo ou um iPad Pro, a entrada da Intel no ecossistema significa que a disponibilidade física dos aparelhos nas lojas não dependerá apenas da capacidade produtiva de Taiwan.
O processo 18A da Intel utiliza tecnologias de transistores de nova geração para garantir eficiência energética em dispositivos móveis. Se o chip fabricado nos Estados Unidos apresentar o mesmo rendimento térmico do modelo asiático, a Apple reduz o risco logístico de ter toda a sua operação concentrada em uma única região geográfica.
O contrato preliminar prevê que a Intel atue como uma fundição de reserva, operando de forma similar ao que a Samsung fez no passado. A produção em massa utilizando o processo 18A deve ser integrada aos cronogramas da Apple entre o final de 2026 e o início de 2027. O mercado observa se a Intel conseguirá sustentar o rigor técnico exigido pela Apple, já que qualquer falha na entrega impacta diretamente o lançamento global de produtos que geram bilhões de dólares em receita trimestral.



