Ano eleitoral desafia Lula com relação com Congresso, entregas e reeleição

O ano de 2026 começa com desafios para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que já revelou que vai tentar o quarto mandato em outubro. Com isso, o tempo é curto para fazer entregas e aprovar projetos no Parlamento, que ainda carece de melhorias na articulação para avançar nas relações com o Executivo.

Os últimos meses foram marcados por ruídos, sobretudo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), por conta da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o STF (Supremo Tribunal Federal). A escolha não agradou o senador. O nome ainda precisa passar por sabatina na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e no plenário.

Paralelo a isso, Lula tem pela frente a missão de convencer congressistas a aprovarem a pauta da segurança pública, sobretudo a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que dá mais poderes à União para atuar sobre o tema. Neste ponto, em busca de apoio, integrantes do governo já sinalizaram que pode ser recriada a pasta da Segurança Pública.

Ainda dentro desse contexto, há a proposta conhecida como PL Antifacção, que retornou à Câmara após sofrer mudanças no Senado. Entre os pontos discutidos está tornar mais rígidas as regras de progressão de regime e determinar que chefes de facções e milícias privadas cumpram pena obrigatoriamente em presídios federais de segurança máxima.

Outro ponto de atenção do governo será a proposta que acaba com a escala de trabalho 6×1. O assunto foi tratado pelo presidente no discurso em rede nacional de rádio e TV na véspera do Natal.

“Não é justo que uma pessoa seja obrigada a trabalhar duro durante seis dias e que tenha apenas um dia para descansar o corpo e a cabeça, passear com a família, cuidar da casa e se divertir, e acompanhar de perto o crescimento dos filhos. O fim da escala 6×1, sem redução de salário, é uma demanda do povo que cabe a nós, representantes do povo, escutar e transformar em realidade”, disse.

O tema é uma das bandeiras da campanha pela reeleição. Lula deve tentar o quarto mandato, ancorado em temas populares como esse e outros projetos aprovados ao longo dos últimos três anos, como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e o programa Pé de Meia, que oferece um valor mensal para estudantes do ensino médio.

O consignado para CLT e o aumento da faixa do Minha Casa Minha Vida, são vistos como plataformas eleitorais voltadas especialmente para a classe média, eleitorado que estava distanciado de Lula.

O governo aposta ainda na entrega de obras e programas estruturantes considerados as principais vitrines da gestão. O Novo PAC, relançado em 2023, prevê investimentos da ordem de R$ 1,7 trilhão até 2026, somando recursos públicos e privados em áreas como infraestrutura, habitação, mobilidade, energia e saneamento.

A estratégia é acelerar inaugurações e lançamentos de empreendimentos já contratados, especialmente em rodovias, ferrovias, portos, moradia popular e obras de prevenção a desastres climáticos.

“Nós temos ainda muitos desafios pela frente. E o ano de 2026 será um ano de muita entrega. Eu quero que cada ministro, cada ministra, tenha clareza de que o próximo ano é o ano da gente colher tudo o que nós plantamos nesses três anos. É o ano de inaugurar obras, é o ano de consolidar programas, e é o ano de mostrar para o povo brasileiro que valeu a pena a gente voltar a governar esse país”, afirmou Lula na última reunião ministerial de 2025.

Leia mais

Variedades
Em evento, Lula diz que Trump quer governar mundo pelo Twitter
Política
Gleisi Hoffmann deve concorrer ao Senado pelo Paraná a pedido de Lula
Sorocaba
Prefeitura de Sorocaba abre inscrições para o grupo “Desperte sua força” desta quarta-feira (21)
Variedades
Homem apontado como chefe do CV é preso na Grande Fortaleza (CE)
Variedades
‘Meu dia sempre foi seu dia’: Francisco homenageia Preta Gil em primeiro aniversário sem a mãe
Economia
Preço da cesta básica cai em todas as capitais do país no 2º semestre de 2025

Mais lidas hoje