A Amazon acaba de dar um passo ambicioso para além dos seus centros de distribuição. A gigante do e-commerce concluiu a aquisição da Fauna Robotics, uma startup de Nova York fundada por ex-engenheiros do Google e da Meta, responsável pelo desenvolvimento do Sprout, um robô humanoide compacto projetado especificamente para o ambiente doméstico.
A equipe de 50 pessoas da Fauna será integrada ao Personal Robotics Group da Amazon, embora continue operando sob seu próprio nome. O valor da transação não foi revelado, mas a Fauna já havia captado cerca de US$ 30 milhões de grandes investidores do Vale do Silício.
Diferente dos robôs industriais massivos que dominam o setor, o Sprout tem apenas 1 metro de altura e pesa 22 kg. Ele caminha sobre duas pernas, consegue se levantar sozinho e possui uma agilidade surpreendente — vídeos de demonstração mostram o robô executando passos de dança como o “Floss” com fluidez.
Custando US$ 50.000, o Sprout não foi feito para carregar fardos pesados, mas para as pequenas chatices do cotidiano: recolher brinquedos espalhados, pegar itens na despensa ou ajudar com as compras. Sua construção em policarbonato e o tamanho reduzido foram pensados para que ele não pareça uma ameaça em ambientes com crianças ou estudantes.
A estratégia pós-Astro

A aquisição sinaliza uma mudança de rota na Amazon. Após o morno recebimento do Astro, o robô rodante que parecia um tablet com rodas, a empresa agora aposta na locomoção bípede. Com mais de um milhão de robôs operando em seus armazéns (legado da Kiva Systems comprada em 2012) e a recente aquisição da suíça Rivr, focada em assistentes quadrúpedes, a Amazon quer dominar a robótica em todos os níveis.
O Sprout é visto como uma plataforma aberta e acessível para pesquisadores testarem como robôs podem se integrar à vida real. Para a Amazon, ele pode ser a interface física que faltava para a Alexa: um assistente que não apenas responde perguntas, mas que realmente consegue interagir com os objetos da sua casa.



