A Tesla concluiu o projeto do chip AI5, o circuito próprio de quinta geração que vai alimentar o sistema de piloto automático dos carros e o robô humanoide Optimus. O “tape-out”, como a indústria semicondutora chama a finalização de um projeto antes da fabricação, foi confirmado por Elon Musk em abril de 2026, seis meses depois de ele ter dito que o design estava “quase pronto”. O salto de desempenho é brutal. Com 2.500 TOPS (trilhões de operações por segundo), o AI5 é cinco vezes mais potente que o atual AI4 em capacidade bruta, mas Musk vai além, ele chegou a afirmar no ano passado, que em métricas específicas de raciocínio de IA, o ganho será 40 vezes superior.
A chave para a autonomia do Optimus
Congrats to the @Tesla_AI chip design team on taping out AI5!
AI6, Dojo3 & other exciting chips in work. pic.twitter.com/hm54TdIzBx
— Elon Musk (@elonmusk) April 15, 2026
Embora o foco inicial seja o piloto automático dos carros, o grande beneficiado pelo AI5 é o robô Optimus. Com uma bateria de apenas 2,3 kWh, o robô não poderia sustentar um chip que consumisse 500W por muito tempo. O AI5 resolve essa equação ao entregar 8 vezes mais processamento consumindo 3 vezes menos energia por watt. Na prática, o chip opera perto dos 250W, garantindo que o humanoide tenha autonomia para tarefas reais sem precisar de uma “coleira” de energia.
Fabricação
“Tesla’s new AI5 chip is about 3 times more power efficient than NVIDIA Blackwell at under 10% of the cost. I am super hardcore on chips right now. I have chips on the brain. I dream about chips.
A single AI5 has ~5 times the useful compute of a dual SoC AI4.”
一 Elon Musk pic.twitter.com/I0Ab4rIpWd
— DogeDesigner (@cb_doge) April 15, 2026
O chip será fabricado pela TSMC e pela Samsung nas fábricas que ambas mantêm nos EUA: a TSMC no Arizona, com o processo N3P (3 nanômetros), entregará as amostras de engenharia ainda em 2026; a Samsung no Texas ficará com a produção em alto volume, prevista para meados de 2027. A decisão de usar dois fornecedores em solo americano reduz a exposição da Tesla às instabilidades na cadeia global de semicondutores, especialmente no contexto das tensões comerciais entre EUA e Taiwan
O Cybercab ficou para trás?
Curiosamente, o recém-lançado Cybercab, o robotáxi da Tesla que começou a ser fabricado agora em abril, não usará o AI5. A Tesla optou por manter o AI4 no veículo, confiando que o software FSD 14.2 já é maduro o suficiente para a operação autônoma sem esperar o novo hardware. O AI5, portanto, chega primeiro como uma “reserva de potência” para o futuro, com o sucessor AI6 já prometido para 2028 com o dobro de performance.



