Ação interestadual mira grupo ligado à lavagem de dinheiro com criptoativos

A Polícia Federal de São Paulo realiza nesta quarta-feira (21), uma ação contra um grupo ligado à lavagem de dinheiro por meio de criptoativos. Segundo a polícia, a ação seria um desdobramento da operação que prendeu o influenciador Bruno Alexssander Souza Silva, mais conhecido como Buzeira, e o empresário Rodrigo Morgado, em outubro de 2025.

Ao todo, a ação desta quarta tenta cumprir sete mandados de busca e apreensão e de prisões temporárias em cidades de três estados: Santos (SP), Ferraz de Vasconcelos (SP), São Bernardo do Campo (SP), São José dos Campos (SP), Goiânia (GO) e Armação de Búzios (RJ).

As investigações apontam que o grupo faria parte de uma associação criminosa estruturada, voltada à movimentação de grandes quantias em espécie, transferências bancárias e de criptoativos, tanto no território nacional, quanto no exterior. Segundo o apurado, o grupo chegou a movimentar mais de R$ 39 milhões.

A Justiça determinou o sequestro de bens dos suspeitos e proibiu que eles realizem movimentações empresariais, bem como transferências de bens móveis e imóveis, adquiridos com os crimes investigados.

Segundo a polícia, até momento, os mandados de prisões temporárias foram cumpridos, além de que diversos veículos, dinheiro em espécie e documentos foram apreendidos.

O caso continua sendo investigado e os envolvidos poderão ser responsabilizados pelos crimes de associação criminosa, ocultação ou dissimulação de valores e de capitais (lavagem de dinheiro) e evasão de divisas.

Operação Narco Bet

O influenciador Buzeira, e o empresário Rodrigo Morgado, foram presos em outubro do último ano durante uma operação da Polícia Federal contra um esquema de lavagem de dinheiro com o uso de bets vinculado ao tráfico internacional de drogas.

O que se sabe sobre operação que prendeu Buzeira e Rodrigo Morgado

Em junho deste ano, o influencidor foi citado no relatório final do inquérito policial do caso ‘VaideBet’, que aponta que o ex-presidente do Corinthians, Augusto Melo, teria “dívidas” por campanhas de eleições para o clube, com doações de empresários de jogadores, influenciadores e um agiota.

Além da dupla, o influenciador digital Tácio Leonardo Costa Dominguez, conhecido como T10, e sua esposa, a também influenciadora Ingrid Ohara, foram presos na mesma operação.

As investigações da polícia indicam que o grupo criminoso alvo da operação usava técnicas sofisticadas de lavagem de dinheiro, com movimentações financeiras em criptomoedas e envio de capitais de um país para outro. As ações eram feitas para ocultação da origem ilícita dos valores e dissimulação patrimonial.

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