A Intel entrou para o Terafab, o megaprojeto de chips de Elon Musk, e sua capitalização de mercado chegou a US$ 305 bilhões, o maior patamar em 25 anos

A Intel anunciou que se tornou parceira de fabricação do Terafab, o complexo de semicondutores de US$ 20 bilhões a US$ 25 bilhões liderado por Elon Musk em parceria com Tesla, SpaceX e xAI, instalado no campus norte da Giga Texas, em Austin. A notícia detonou uma sequência de valorizações que levou a ação da Intel (INTC) a US$ 55,69 em 8 de abril e empurrou a capitalização de mercado da empresa a US$ 305 bilhões, o nível mais alto desde 2001 e 3,5 vezes acima do piso de meados de abril de 2025.

 

O que é o Terafab

O Terafab foi apresentado por Musk em março de 2026 como uma fábrica de semicondutores verticalmente integrada: design, litografia, fabricação, memória, empacotamento avançado e testes sob o mesmo teto. A meta declarada é produzir entre 100 bilhões e 200 bilhões de chips por ano, começando com 100 mil wafer starts mensais e escalando até 1 milhão no limite máximo. O complexo se divide em duas instalações — uma voltada para veículos e robôs humanoides, outra para data centers de inteligência artificial no espaço.

O papel da Intel no projeto

A Intel entra como fabricante âncora, responsável por design, fabricação e empacotamento em escala. Em comunicado publicado na plataforma X, a empresa declarou: “A Intel tem orgulho de se juntar ao projeto Terafab com SpaceX, xAI e Tesla para ajudar a refatorar a tecnologia de fabricação de silício”. O CEO Lip-Bu Tan foi além: “Elon tem um histórico comprovado de reimaginar setores inteiros. O Terafab representa uma mudança de patamar em como lógica de silício, memória e empacotamento serão construídos no futuro”. Na prática, isso significa que a Intel está expandindo sua fundição em Austin com as empresas de Musk como clientes principais, não que Tesla ou SpaceX estejam construindo uma fábrica concorrente

Por que esse contrato importa para os números da Intel

Em 2025, a divisão de fundição da Intel faturou US$ 17,8 bilhões no total, mas apenas US$ 307 milhões vieram de clientes externos, e o resultado operacional da unidade foi negativo em US$ 10,3 bilhões, puxado pelos custos de implantação do processo 18A. O Terafab tem potencial de mudar essa conta: um contrato de longo prazo com Tesla, SpaceX e xAI para chips de Dojo, robôs e aviônica do Starship pode elevar a receita externa para a casa dos bilhões anuais assim que a produção começar, prevista para 2027.

A Intel já tem um backlog de US$ 15 bilhões em pedidos de fundição, e o Terafab adiciona demanda previsível e de alto volume sobre essa base. Além do Terafab, a empresa está em negociações avançadas com Google e Amazon para serviços de empacotamento de chips de inteligência artificial sob medida, e recomprou os 49% da Fab 34 que pertenciam à Apollo por US$ 14,2 bilhões para centralizar o controle sobre essa capacidade.

O que ainda está em aberto

A relação preço/lucro projetado da Intel chegou a 117,4 vezes, o fluxo de caixa livre ficou em margem negativa de 3% no acumulado recente, e os dividendos estão suspensos. Os termos específicos do Terafab, como quais chips Intel vai fabricar e em que volumes, ainda não foram divulgados. A receita do contrato só deve aparecer nos balanços a partir de 2027, o que coloca o crescimento da cotação bem à frente dos fundamentos por ora

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