DF: Justiça converte em preventiva prisão de soldado acusado de matar cabo

A Justiça Militar da União converteu, neste sábado (6), a prisão do soldado Kelvin Barros da Silva em preventiva. O militar confessou ter matado a cabo Maria de Lourdes Freire Matos dentro do 1º Regimento de Cavalaria de Guardas, no Distrito Federal.

Além de feminicídio, o soldado deve responder pelos crimes de incêndio, furto de arma de fogo e fraude processual, podendo ser condenado a até 44 anos de prisão.

O Ministério Público Militar requereu a conversão da prisão para preventiva, destacando a gravidade dos delitos e o risco à ordem pública, à disciplina e à hierarquia militar. A defesa de Silva, por sua vez, alegou legitima defesa e pediu liberdade provisória.

Ao decidir no caso, o juiz Frederico Veras concluiu haver fortes indícios de materialidade e autoria, reforçados pela confissão e pelo conjunto probatório. Ele disse ainda que a liberdade provisória do investigado colocaria em risco a investigação e afrontaria a hierarquia e disciplina militares.

Também foi citado pelo magistrado precedentes do STM (Superior Tribunal Militar) que autorizam a prisão preventiva em casos de extrema gravidade.

Foi determinada ainda a inclusão do mandado no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões e o juiz comunicou o Tribunal do Júri do Distrito Federal sobre a competência da Justiça Militar da União para conduzir o caso.

O caso

Silva confessou ter matado Maria de Lourdes dentro do estúdio da fanfarra do regimento, na tarde da última sexta-feira (5). De acordo com seu depoimento, a discussão foi motivada por “cobranças” da vítima, que supostamente queria que ele encerrasse seu relacionamento com namorada.

O soldado contou que a cabo teria sacado sua arma de fogo, mas que ele conseguiu desviar a pistola e, com a outra mão, alcançou uma faca que estava na cintura dela, desferindo um golpe fatal.

Posteriormente, Silva ateou fogo no espaço, provocando um incêndio, que carbonizou o corpo de Maria de Lourdes. Em sua versão, ele disse que tentou dificultar o trabalho pericial e furtou a arma da vítima para evitar a coleta de impressões digitais.

O Corpo de Bombeiros foi acionado para controlar o incêndio. Após conseguir debelar as chamas, os bombeiros acharam o corpo carbonizado.

A prisão de Silva aconteceu em sua casa, no Paranoá.

A versão do soldado, no entanto, é contestada pela família da cabo e por militares que realizaram a prisão. Testemunhas dizem que não havia qualquer tipo de relacionamento entre os dois e confirmaram que Silva tinha uma namorada residente em seu bairro.

Leia mais

Variedades
PM apreende mais de 30 balões em pouco mais de um mês no Rio
Variedades
Mulher retira gatinho abandonado do lixo e salva sua vida
Variedades
Cientistas analisam 85 tubarões em ilha remota e encontram cafeína, analgésicos e até cocaína no sangue dos animais
Variedades
O motivo curioso que faz seu gato escolher sua roupa em vez da caminha dele para dormir
Variedades
Jojo Todynho revela o momento crucial para mudar de peso: “Fiquei mal”
Variedades
Virginia visita Memorial do 11 de Setembro e reclama de energia: “Saindo sangue”

Mais lidas hoje