Os papéis da Airbus caiam 5,05% por volta das 12h10, no horário de Brasília, nesta segunda-feira (1º) e estavam sendo negociados a € 194,20 (aproximadamente R$ 1206 na cotação atual). A queda acontece após o anúncio na sexta-feira (28) de que uma parte significativa da frota global de aeronaves do modelo A320, os mais vendidos da companhia europeia, requer uma atualização urgente de software.
O comunicado veio em decorrência de um incidente recente com uma aeronave da família A320 que revelou que a intensa radiação solar pode corromper dados críticos para o funcionamento dos controles de voo.
O recall de 6.000 aeronaves, cobrindo mais da metade da frota global da família A320 da Airbus, está entre os maiores em 55 anos de história e é um golpe para a fabricante de aviões semanas depois que o A320 ultrapassou o Boeing 737 como o modelo mais vendido.
A Airbus também informou às companhias aéreas no sábado (29) que os reparos de emergência em alguns dos jatos afetados podem ser menos onerosos do que se pensava inicialmente, de acordo com fontes do setor, com uma parcela menor do que o esperado que provavelmente precisará de mudanças de hardware, em vez de correções de software.
Além disso, de acordo com a Reuters, a Airbus anunciou na segunda (1º) que identificou uma falha que afeta um “número limitado” de painéis de metal do A320. “A fonte da questão foi identificada e contida”, declarou um porta-voz.
As ações da empresa francesa aeroespacial e de defesa Thales, que forneceu o software do sistema de voo para a Airbus, registravam queda de 1,82% por volta das 12h10 no horário de Brasília.
O programa de recall anunciado não deve impactar as operações de companhias aéreas brasileiras, de acordo com declarações da Azul, Gol e Latam. As ações das empresas apresentavam aumento de 1,94%, queda de 0,97% e aumento de 0,36%, respectivamente, por volta das 11h50.

