A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul autuou em flagrante, na manhã desta quinta-feira (21), o proprietário de uma farmácia localizada no bairro Cidade Morena, em Campo Grande, por comercializar medicamentos e alimentos impróprios para o consumo.
Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão em residências e estabelecimentos ligados a oito investigados suspeitos de integrar um grupo de WhatsApp denominado “Farmácia Livre”, criado para a venda ilegal de medicamentos de uso restrito.
No veículo do investigado, os policiais encontraram diversos medicamentos e frascos de soro fisiológico armazenados de forma irregular, sem condições técnicas ou controle de temperatura adequados.
Já na farmácia de sua propriedade, fiscais constataram a venda de alimentos vencidos, além de medicamentos de uso hospitalar exclusivo, produtos sem comprovação de origem e emagrecedores cuja comercialização é proibida.
Diante das irregularidades, o proprietário foi conduzido à Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo (Decon), onde foi autuado em flagrante pelos crimes que tratam dos crimes contra as relações de consumo. A pena prevista é de dois a cinco anos de detenção, sem possibilidade de fiança na fase policial.
A ação fez parte da operação “Galeno”, foi deflagrada em conjunto com policiais civis da DEAIJ, GARRAS, POLINTER, DEDFAZ e DECAT, além de fiscais da Vigilância Sanitária Municipal, do Procon/MS e do Conselho Regional de Farmácia.
*Sob supervisão de Carolina Figueiredo