Defesa de Hytalo Santos se manifesta sobre prisão: ‘Genérica e ilegal’

Os advogados dos influenciadores Hytalo Santos e seu marido Israel Vicente, realizaram uma coletiva de imprensa para se posicionar sobre a prisão preventiva do casal. Eles são acusados de exploração sexual e econômica de menores e trabalho infantil irregular. O advogado Felipe Cassimiro classificou as prisões como “genéricas e ilegais”, afirmando que a decisão judicial que decretou a prisão preventiva não apresenta dados empíricos e se baseia apenas em “prospecções” sobre a possibilidade de risco. Segundo ele, uma medida como essa precisa demonstrar um risco concreto, o que, em sua visão, não ocorreu.

Outro advogado de defesa, Sean Abib, abordou a suspeita de fuga, um dos argumentos utilizados pela Justiça da Paraíba. Ele afirmou que o casal possuía passagens de volta para a Paraíba, mas que esses bilhetes seriam apresentados apenas à Justiça. A defesa também explicou que uma van com as iniciais “HS” encontrada em uma estrada na Paraíba não pertencia mais ao influenciador e que as máquinas de lavar roupas estavam ligadas no momento da ação policial porque uma funcionária estava na residência. A defesa sustenta que Hytalo e seu marido estavam em São Paulo de férias e para comemorar o aniversário de Hytalo.

Situação Jurídica

Hytalo Santos e Israel Vicente estão presos preventivamente desde a última sexta-feira (15), em cumprimento a mandados da Justiça da Paraíba. Atualmente, eles se encontram no Centro de Detenção Provisória de Pinheiros I, na zona oeste de São Paulo.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou tanto o pedido de transferência para a penitenciária de Tremembé quanto o pedido de soltura. A defesa informou que continuará recorrendo da decisão.

Bloqueio de Bens

Paralelamente, o Ministério Público do Trabalho da Paraíba determinou o bloqueio de bens dos influenciadores no valor de até R$ 20 milhões. O pedido inclui cinco veículos de luxo, empresas e outros ativos. Segundo o MPT, a medida visa garantir o futuro pagamento de indenização por dano moral coletivo e a reparação e assistência às vítimas. O órgão aponta indícios de ocultação de patrimônio, movimentação financeira atípica e manobras de blindagem patrimonial por parte do casal. O caso teve início após denúncias feitas pelo também influenciador Felca.

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