Mark Zuckerberg diz que bilhões de pessoas terão agentes pessoais de IA em cinco anos

Mark Zuckerberg acredita que os agentes de inteligência artificial deixarão de ser uma ferramenta para especialistas e passarão a fazer parte da rotina da população. Segundo o CEO da Meta, bilhões de pessoas terão um agente pessoal de IA nos próximos cinco anos, capaz de executar tarefas de forma autônoma para ajudar em objetivos ligados à produtividade, finanças, saúde e relacionamentos.

A declaração foi feita durante a apresentação dos resultados financeiros do segundo trimestre de 2026 da Meta e reforça a estratégia da companhia de apostar em uma nova geração de assistentes inteligentes, que não apenas respondem perguntas, mas também executam ações em nome do usuário. Embora a visão seja ambiciosa, ela representa uma projeção de Zuckerberg, e não um cronograma confirmado para o mercado.

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A Meta quer transformar IA em um assistente que trabalha sozinho

Hoje, grande parte dos chatbots exige que o usuário faça perguntas ou forneça instruções a cada etapa. A Meta pretende mudar esse modelo. Na visão apresentada por Zuckerberg, o agente pessoal será capaz de acompanhar objetivos de longo prazo e executar tarefas continuamente, como organizar compromissos, acompanhar metas financeiras, auxiliar na rotina de estudos, fazer pesquisas e automatizar processos do dia a dia.

Segundo o executivo, o objetivo é criar um produto que qualquer pessoa consiga utilizar, sem necessidade de conhecimentos técnicos. Durante a conferência, Zuckerberg também procurou diferenciar a estratégia da Meta da adotada por concorrentes como OpenAI e Anthropic. Na avaliação dele, essas empresas concentram esforços em ferramentas para programação e aplicações corporativas, enquanto a Meta pretende levar agentes inteligentes ao consumidor comum.

A Meta já testa esse modelo em seus aplicativos

A empresa afirma que já possui agentes de IA sendo utilizados por empresas dentro do WhatsApp, Messenger e Instagram para atendimento ao cliente e automação de tarefas. Segundo a Meta, mais de um milhão de empresas utilizam semanalmente essas ferramentas. A companhia também lançou recentemente uma nova versão de seu modelo de IA, voltada para tarefas de raciocínio e execução de ações mais complexas.

Para sustentar essa estratégia, a empresa elevou novamente seus investimentos em infraestrutura.

A aposta custa até US$ 145 bilhões em 2026

A Meta continua acelerando seus investimentos em inteligência artificial. A companhia prevê gastar entre US$ 130 bilhões e US$ 145 bilhões em despesas de capital (CapEx) apenas em 2026, valor destinado principalmente à construção de data centers, compra de chips e expansão da infraestrutura necessária para treinar modelos cada vez maiores.

Apesar de a receita da empresa continuar crescendo, o aumento desses investimentos reduziu significativamente o fluxo de caixa livre da companhia e gerou preocupação entre investidores, levando as ações da Meta a caírem após a divulgação dos resultados financeiros.

O maior desafio ainda não é financeiro, mas tecnológico

A previsão de Zuckerberg também contrasta com declarações feitas pelo próprio executivo poucas semanas antes. No início de julho, durante uma reunião interna com funcionários, Zuckerberg reconheceu que o desenvolvimento dos agentes de IA não avançou na velocidade esperada. Segundo ele, a reorganização da empresa para acelerar essa área ainda não produziu os resultados imaginados, embora a Meta espere observar melhorias nos próximos meses.

Esse reconhecimento evidencia um dos principais obstáculos da indústria: construir agentes realmente autônomos ainda é muito mais difícil do que desenvolver chatbots conversacionais. Além de responder corretamente, esses sistemas precisam planejar tarefas, lembrar informações, acessar diferentes serviços, lidar com erros e tomar decisões de forma confiável — capacidades que ainda apresentam limitações práticas.

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