William Bonner estreia nesta sexta-feira (17) a primeira reportagem de uma série especial sobre os países-sede da Copa do Mundo de 2030, exibida no Globo Repórter. O destino de abertura foi o Marrocos, com gravações também em Portugal e Espanha — os três países que dividirão a organização do torneio.
Foram 20 dias de viagem, oito cidades percorridas e uma equipe de cinco profissionais. O ritmo intenso de deslocamentos foi acompanhado de uma novidade para Bonner: trabalhar como repórter de campo com um prazo de produção bem mais folgado do que o do telejornalismo diário.
Do Jornal Nacional ao Globo Repórter
Bonner deixou a bancada do Jornal Nacional em novembro do ano passado, após 29 anos como apresentador. Em entrevista ao Extra, ele disse que a transição trouxe uma experiência profissional inédita — não pela função em si, mas pelo tempo disponível para exercê-la.
“Fazer a reportagem olho no olho com os entrevistados, escolher a forma de contar a história e ainda fazer isso com um tempo mais elástico é mais confortável”, afirmou. O jornalista ressaltou que, ao longo da carreira, as reportagens que fez em coberturas especiais eram sempre editadas e exibidas no mesmo dia. O Globo Repórter, disse ele, “permite um respiro muito maior” e tem “um outro timing”.
A experiência, segundo Bonner, foi prazerosa, mas não tranquila. O roteiro por três países em três semanas exigiu agenda intensa de gravações e deslocamentos contínuos.



