O foguete New Glenn, desenvolvido pela empresa aeroespacial Blue Origin, de Jeff Bezos explodiu durante a execução de um teste de fogo estático na base de Cabo Cañaveral, na Flórida, nesta quinta-feira (28).
O procedimento técnico consistia no acionamento dos motores em potência máxima com o veículo fixado à rampa de lançamento para validar a resistência do sistema de propulsão. A pressão dos propelentes rompeu a estrutura do tanque, resultando na destruição do vetor. O perímetro de segurança foi evacuado conforme o protocolo padrão, e não há confirmação de trabalhadores feridos na área de testes.
Blue Origin’s New Glenn just blew up at LC-36 while attempting to Static Fire ahead of NG-4.https://t.co/tANS0dWyIH pic.twitter.com/PztxFoBqIw
— NSF – NASASpaceflight.com (@NASASpaceflight) May 29, 2026
O projeto de desenvolvimento do veículo de transporte pesado acumulava 10 anos de calibração laboratorial e montagem industrial antes do incidente na rampa. Após a detonação, o diretor executivo da concorrente SpaceX, Elon Musk, publicou uma mensagem no X classificando o evento como infeliz e declarando que a engenharia de foguetes apresenta alta complexidade técnica. A manifestação ocorre em meio à disputa comercial entre as operadoras privadas para estabelecer o domínio logístico de contratos de transporte na órbita terrestre.
Most unfortunate. Rockets are hard.
— Elon Musk (@elonmusk) May 29, 2026
O cronograma de lançamentos e o impacto nas missões federais
O acontecimento altera o planejamento de engenharia da empresa de Jeff Bezos, que projetava a realização de 12 missões espaciais ao longo do ano de 2026. A revisão dos componentes mecânicos afeta o fornecimento de serviços logísticos para a agência espacial norte-americana. A NASA selecionou o veículo de grande porte para integrar o suporte de infraestrutura do programa Artemis, iniciativa federal focada no envio de novas tripulações humanas para a superfície da Lua.
A investigação técnica exige o mapeamento dos dados de telemetria para identificar o ponto exato de ignição da falha estrutural. O atraso na homologação do New Glenn força o redirecionamento de cargas úteis institucionais para plataformas de lançamento ativas de concorrentes. Os engenheiros da base aeroespacial avaliam os danos causados na estrutura física da rampa para mensurar o tempo necessário de reconstrução das linhas de alimentação de combustíve.
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