Daniele Bezerra, irmã de Deolane Bezerra, usou o Instagram para criticar a detenção da advogada, presa nesta quinta-feira (21) por suposta ligação com o PCC. Para ela, a prisão é um “instrumento de pressão, marketing ou vingança social” e não se sustenta em provas concretas.
“Acusar é fácil. Difícil é provar“, escreveu Daniele, que também criticou o que chamou de condenação antecipada pela opinião pública. Segundo ela, no Brasil “primeiro se expõe, se destrói a imagem e se condena… para só depois buscar provas que sustentem aquilo que foi dito”.
A advogada afirmou que a família segue confiante na Justiça e no direito de defesa. “Perseguição continua sendo perseguição, mesmo quando tentam dar a ela outro nome”, concluiu.
Veja o pronunciamento
“Hoje, mais uma vez, tentam transformar suposições em verdades e manchetes em condenações. A prisão da Deolane Bezerra, sob alegações de participação em organização criminosa, nasce cercada de ilações, narrativas e perseguições que já se repetem há tempos.
Acusar é fácil. Difícil é provar. No Brasil, infelizmente, muitas vezes primeiro se expõe, se destrói a imagem e se condena perante a opinião pública… para só depois buscar provas que sustentem aquilo que foi dito. E isso é grave.
Não se pode admitir que a Justiça seja usada como espetáculo, nem que pessoas sejam tratadas como culpadas antes do devido processo legal. Prisão não pode ser instrumento de pressão, marketing ou vingança social.
Quem conhece a história, a luta e a trajetória dela sabe que existe uma diferença enorme entre fatos e narrativas criadas para alimentar ataques.
Seguiremos confiando na verdade, na Justiça e no direito de defesa, porque perseguição continua sendo perseguição, mesmo quando tentam dar a ela outro nome”.
Bloqueio de R$ 357 milhões e 39 veículos de luxo

A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo prenderam nesta quinta-feira (21) a influenciadora e advogada Deolane Bezerra durante a Operação Vérnix, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC. A ação teve origem em documentos apreendidos em 2019 na Penitenciária II de Presidente Venceslau, que revelaram movimentações financeiras e ordens da facção criminosa.
Segundo os investigadores, Deolane recebeu dezenas de transferências fracionadas entre 2018 e 2021, somando quase R$ 700 mil. A Justiça determinou o bloqueio de cerca de R$ 27 milhões em contas ligadas à influenciadora. Ao todo, a operação bloqueou mais de R$ 357 milhões e apreendeu 39 carros de luxo.
A operação também prendeu apontados integrantes do PCC, entre eles Marcola e familiares, além de Everton de Souza, conhecido como “Player”, suspeito de operar financeiramente o grupo criminoso.



