Coreia do Sul revelou lente de contato inteligente que trata depressão

Uma equipe de bioengenharia liderada pelo pesquisador Jang-Ung Park, da Universidade de Yonsei, desenvolveu uma lente de contato gelatinosa capaz de enviar estímulos elétricos ao cérebro através da córnea para o tratamento de quadros de depressão. O estudo clínico, publicado na revista científica Cell Reports Physical Science, utilizou redes neurais e aprendizado de máquina para validar as melhorias biológicas obtidas no monitoramento dos testes laboratoriais. O dispositivo atua de forma direta na retina, acionando vias integradas que transmitem sinais elétricos suaves até o córtex pré-frontal e o hipocampo, regiões cerebrais que registram redução de conectividade em indivíduos diagnosticados com transtornos de humor.

A arquitetura do acessório vestível carrega uma matriz de eletrodos flexíveis e transparentes construídos sobre uma camada ultrafina de óxido de gálio com apenas 3 nanômetros de espessura. (A malha recebeu uma deposição adicional de aglomerados de platina para reduzir a impedância de 20,3 kΩ para 2,8 kΩ, otimizando a eficiência de transferência de carga elétrica para o olho sem obstruir a visão natural do usuário ). O procedimento utiliza o princípio da interferência temporal, cruzando dois sinais de alta frequência acima de 1 kHz diretamente no tecido retiniano. Esse cruzamento gera um campo de baixa frequência de 20 Hz, intensidade calculada para despolarizar os neurônios e disparar potenciais de ação nas células ganglionares sem provocar danos térmicos ou processos inflamatórios na superfície da córnea.

Os testes de eficácia terapêutica foram conduzidos em um modelo animal com camundongos modificados com degeneração de fotorreceptores, isolando a estimulação elétrica de interferências causadas pela percepção visual comum de luz. Os animais submetidos ao protocolo diário de 30 minutos registraram uma redução de 48% na imobilidade em testes de suspensão e uma recuperação de 48,6% na densidade de espinhos dendríticos no hipocampo, restaurando os marcadores biológicos para patamares próximos aos do grupo de controle saudável.

A equipe realizou testes de validação em animais com visão intacta para comprovar a reprodutibilidade dos efeitos antidepressivos, mas o salto para testes em humanos ainda demanda a eliminação dos cabos físicos por sistemas de alimentação e controle totalmente sem fio.

Parâmetros técnicos e biológicos da estimulação transcorneal

O sistema de lentes inteligentes foi calibrado para modular circuitos neurais profundos de forma estável.

  • Frequência e sinal: Cruzamento de correntes de 2.000 Hz e 2.020 Hz para gerar uma onda resultante de 20 Hz na retina.

  • Arquitetura física: Transparência superior a 80% obtida por deposição a vácuo de 1 nm de platina sobre 3 nm de óxido de gálio.

  • Resposta molecular: Recuperação de 131,1% nos níveis de fator neurotrófico derivado do cérebro no tecido do hipocampo.

 

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