Centro de dados consome 110 milhões de litros de água e reduz pressão em torneiras nos EUA

A expansão física dos centros de dados voltados para inteligência artificial gerou conflitos pelo uso de recursos hídricos com comunidades locais nos Estados Unidos. Moradores do distrito de Fayette, na Geórgia, identificaram uma redução severa na pressão das torneiras residenciais durante um período de seca em que o governo local solicitava a restrição no fluxo de irrigação de jardins. A investigação municipal apontou que o desabastecimento decorria do consumo excessivo em uma obra tecnológica vizinha, pertencente ao campus da empresa QTS em Fayetteville.

O complexo, batizado de Project Excalibur e controlado pelo grupo Blackstone, ocupa uma área de 615 acres e prevê a construção de até 16 edifícios. Um relatório obtido pelo veículo Politico indicou que o canteiro de obras consumiu mais de 110 milhões de litros de água por meio de duas conexões que o município não monitorou corretamente. (A falha de medição persistiu por um período estimado entre quatro e quinze meses devido à transição para medidores inteligentes e à escassez de funcionários públicos para inspecionar redes comerciais de grande porte). O erro gerou uma cobrança retroativa no valor de 147.474 dólares, quitada pela empresa sem a aplicação de multas adicionais por parte do condado.

Expansão de centros de dados trava nos EUA após alta de 267% na energia

A direção da QTS alega que o volume de 110 milhões de litros destinou-se à fabricação de concreto e ao controle de poeira no solo durante a fase de infraestrutura inicial. A companhia assumiu o compromisso de implantar um sistema de refrigeração em circuito fechado quando os servidores estiverem operando, restringindo a água da rede pública para fins sanitários e de consumo dos funcionários. Promessas corporativas de ecoeficiência são comuns no setor, mas o impacto imediato nas tubulações locais forçou uma mudança na legislação da cidade. Fayetteville determinou a proibição total da instalação de novos centros de dados em todos os seus distritos de zoneamento territorial. A inteligência artificial se apresenta como um serviço abstrato em computação em nuvem, mas sua operação cobra um preço concreto em subestações elétricas, estradas e encanamentos municipais.

Impacto estrutural do Project Excalibur na Geórgia

O tamanho do campus tecnológico alterou a distribuição de recursos hídricos na região.

  • Consumo na construção: A retirada de 110 milhões de litros de água da rede pública reduziu a pressão nas torneiras dos moradores locais.

  • Dimensão do projeto: A área de 615 acres abriga 13 prédios em andamento, com planejamento para expansão até 16 blocos de servidores.

  • Custo financeiro: A prefeitura cobrou uma fatura retroativa de 147.474 dólares após identificar o desvio de fluxo não contabilizado.

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