As ações da AMD subiram 19% em um único dia, atingindo o valor de US$ 421,39 após a conferência de resultados da empresa. O otimismo do mercado financeiro ocorreu devido às projeções da CEO Lisa Su para o segmento de processadores para servidores. A executiva afirmou que o mercado de CPUs para centros de dados crescerá 35% ao ano nos próximos quatro anos, estimando um faturamento de US$ 120 bilhões até o fim desta década. A previsão anterior, divulgada em novembro de 2025, indicava uma taxa de crescimento de 18%, o que revela uma aceleração de quase duas vezes na demanda esperada pela companhia.
O uso de processadores centrais para tarefas de agentes de inteligência artificial é o motor dessa nova dinâmica de mercado. Em entrevista à CNBC, Su declarou que as prioridades em cargas de trabalho computacionais mudaram nos últimos 90 dias após negociações diretas com clientes. A meta declarada da AMD é conquistar mais de 50% de participação no mercado de servidores. Para o consumidor e para as empresas que dependem dessa infraestrutura, o gargalo agora é físico: a AMD admitiu dificuldades para aumentar o volume de entregas por depender da capacidade de produção da TSMC em Taiwan. Ninguém compra ações por entusiasmo vago, mas pelo fluxo de caixa que o domínio do silício para servidores garante enquanto a Intel tenta recuperar terreno.
A dependência da TSMC coloca a AMD em uma fila de espera global onde o tempo de fabricação de um wafer de silício determina o valor da empresa na bolsa de valores. A escassez de componentes para infraestrutura de alta performance significa que, apesar da demanda recorde, a entrega dos chips ocorre em ritmo ditado por terceiros. Lisa Su afirmou estar focada em colocar a empresa no centro do ciclo de adoção de IA, transformando a AMD em uma fornecedora de base para as grandes plataformas que hoje sustentam a economia digital.



