Dados de 2025 da Video Games Europe mostram que 90% de toda a receita de videogames na Europa vem do formato digital. Para o disco e a caixa, sobrou apenas 10% do mercado. Em 2023, essa divisão era 85% digital contra 15% físico. Em dois anos, o físico perdeu mais cinco pontos percentuais, uma queda consistente, sem sinal de reversão.
Os números que confirmam a virada
O GSD registrou que, em 2024, foram vendidos 131,6 milhões de jogos digitais na Europa contra apenas 56,5 milhões físicos. Isso representa uma queda de 22% nas vendas físicas em unidades em apenas um ano. As grandes publishers confirmam a tendência nos próprios balanços.
A Sony informou que 76% das vendas de jogos no PlayStation em 2025 foram digitais, número que saltou para 80% no último trimestre. A Ubisoft declarou que 85,9% dos seus net bookings no ano fiscal 2024-25 foram digitais, incluindo downloads, DLCs e microtransações. A Capcom tem reforçado a distribuição digital como eixo central da estratégia global há anos.

Por que o digital dominou?
Parte da explicação está fora dos consoles. O crescimento dos jogos em smartphones e tablets criou um mercado inteiro baseado em compras invisíveis: itens dentro do jogo, passes de temporada, assinaturas. Esse modelo simplesmente não existe no físico.
Lojas como PlayStation Store, Xbox e Steam eliminaram a necessidade de ir a uma loja física, reduziram os custos de distribuição e tornaram o lançamento global instantâneo. O resultado é direto: a publisher fica com uma margem maior e o jogador compra sem sair do sofá.
O que ainda mantém o físico vivo
O disco não desapareceu, mas virou nicho. Ele ainda tem valor para colecionadores, para o mercado de revenda e como opção de presente. Em algumas regiões, o acesso limitado à internet rápida também sustenta uma demanda residual.
O problema é que esse público não move o mercado. O grande montante do dinheiro já circula em outro lugar, em licenças, assinaturas e conteúdos adicionais que não ocupam espaço em prateleira nenhuma.



