Tomb Raider, lançado originalmente em 1996, ganhou um port funcional feito por fã e rodando no Analogue 3D, o console moderno da Analogue que recria o hardware do N64 em FPGA e aceita cartuchos originais. A demo foi
O projeto já reúne quase todo o jogo no cartucho, incluindo trilha sonora e a maior parte das cenas em vídeo, as FMVs, segundo o autor. O que aparece na tela é um retrato bem claro da ambição do trabalho: fases completas, Lara Croft em movimento e um port que já ocupa algo perto de 64 MB, a mesma faixa de tamanho de cartuchos como Conker’s Bad Fur Day. O autor reconhece que ainda há bugs de renderização e de performance. Nos comentários, a recepção foi de admiração e memória afetiva, com gente lembrando o impacto de ver vozes, músicas e FMVs preservadas em um hardware que marcou época, mas sempre ficou à sombra de PlayStation e Saturn nesse tipo de port. O resultado é menos uma curiosidade isolada e mais um lembrete de como o N64 ainda rende descobertas quando entra nas mãos de quem conhece suas limitações por dentro.
Confira abaixo o vídeo:
O Tomb Raider de 1996
Tomb Raider chegou ao mercado em 1996 como um projeto da Core Design publicado pela Eidos Interactive, com lançamento inicial no Sega Saturn em 25 de outubro daquele ano e, depois, nas versões de MS-DOS e PlayStation em novembro de 1996, mais tarde ganhou novas versões em outras plataformas como o N-Gage. O jogo apresentou Lara Croft ao público em um momento em que a indústria ainda estava aprendendo a trabalhar com personagens e cenários totalmente em 3D, e isso ajuda a explicar por que ele virou referência tão rápido.
A produção começou em 1994 e foi concluída com orçamento modesto para os padrões atuais, algo em torno de 440 mil libras, segundo o histórico mais citado do projeto. Toby Gard foi o nome central da criação de Lara Croft, enquanto a história e o roteiro passaram por outras mãos dentro da equipe da Core Design, num processo que consolidou o jogo como uma mistura de exploração, combate e ambientação cinematográfica.



