A capacidade de mover dedos, pinçar objetos e mudar o gesto da mão em milissegundos costuma passar despercebida, mas é esse tipo de precisão que a robótica ainda tenta copiar. No, um grupo de engenheiros criou uma pulseira de ultrassom que lê os movimentos da mão em tempo real e traduz esses sinais para uma mão robótica ou para objetos em ambiente virtual.
O dispositivo usa imagens ultrassônicas dos músculos, tendões e ligamentos do punho, enquanto um algoritmo de inteligência artificial transforma esse padrão em posições contínuas dos cinco dedos e da palma. A equipe treinou o sistema com os movimentos de cada pessoa para que ele aprendesse a reconhecer gestos específicos com mais fidelidade.
Nos testes, oito voluntários de tamanhos diferentes de mão e punho usaram a pulseira enquanto faziam gestos variados, inclusive sinais da língua de sinais americana, além de segurar objetos como bola de tênis, garrafa plástica, tesoura e lápis. O sistema acompanhou essas posições com precisão e também foi usado para controlar uma mão robótica sem fio, que repetiu gestos, tocou uma música simples no piano e interagiu com um pequeno jogo de basquete de mesa.
A aplicação mais imediata está em realidade virtual e aumentada, onde a leitura do movimento pode substituir sensores presos às mãos ou arranjos de câmeras externos, que dependem mais do ambiente e sofrem com obstáculos visuais. O MIT também vê uso no treinamento de robôs humanoides, porque a pulseira pode gerar dados finos de destreza manual em tarefas do dia a dia e em atividades como procedimentos cirúrgicos.
A equipe quer reduzir ainda mais o tamanho do hardware e ampliar o treinamento da IA com mais pessoas, mãos de formatos diversos e novos tipos de gesto. A meta é chegar a um rastreador vestível capaz de servir como controle natural para mãos robóticas, jogos, design e objetos virtuais.



