A versão mais recente do Denuvo, a proteção antipirataria da empresa Irdeto usada no lançamento de Resident Evil Requiem, foi quebrada por um cracker identificado como voices38. O jogo saiu em 27 de fevereiro de 2026, e a proteção durou apenas 41 dias, tempo suficiente para que voices38 entregasse não um contorno temporário, mas uma quebra limpa, sem a necessidade de desativar nenhuma função de segurança do Windows.
O que diferencia essa quebra das anteriores
Antes desse feito, a forma mais comum de burlar o Denuvo envolvia um método chamado bypass por hipervisor: o usuário precisava desligar o Secure Boot e outras proteções do sistema operacional para rodar o jogo em ambiente virtualizado. Era funcional, mas arriscado, e a própria Irdeto lançou contramedidas específicas para esse caminho. Voices38 não usou nada disso. O crack dele modifica diretamente o arquivo .exe do jogo, tornando o processo muito mais simples e seguro para quem queira aplicá-lo.
Outro detalhe técnico relevante: a proteção do Denuvo ainda roda em segundo plano mesmo com o crack aplicado, porque a técnica não remove o código, apenas ignora suas funções de bloqueio. Isso significa que qualquer comparação de desempenho entre a versão pirateada e a original não teria validade.
O histórico de voices38 e o que isso sinaliza
Resident Evil Requiem foi descrito pelo próprio voices38 como o projeto mais difícil que ele já enfrentou, segundo informações apuradas pelo site ixbt.games. A versão 2026 do Denuvo usada no jogo tinha apenas dois recursos novos em relação à versão que protegia Doom: The Dark Ages, título que voices38 também quebrou em março de 2026, tornando-o o primeiro jogo de 2025 a ter o Denuvo vencido. Agora, com o método aplicado em Requiem já documentado, o cracker afirmou que consegue replicá-lo em praticamente todos os jogos lançados até aqui.
A Irdeto confirmou que já trabalha em novas contramedidas, mas ainda não há detalhes sobre quando elas chegarão ou qual jogo será o primeiro a recebê-las



