Parque Tecnológico de Sorocaba firma parceria com instituto do Peru para impulsionar inovação na América Latina

Fotos: Divulgação

Acordo com o Instituto Nacional de Investigação e Capacitação Contínua (INICC) contribuirá com o desenvolvimento de ecossistemas tecnológicos de países latinos

O Parque Tecnológico de Sorocaba (PTS) firmou, na última sexta-feira (27), um acordo de cooperação com o Instituto Nacional de Investigação e Capacitação Contínua (INICC) do Peru. O trabalho conjunto tem como objetivo contribuir para o desenvolvimento do ecossistema de tecnologia e inovação daquele país, bem como das demais nações da América Latina associadas à instituição. O instituto tem como foco a formação avançada e especialização de profissionais nas áreas de Educação, Saúde, Engenharia e Administração.

O termo de colaboração foi assinado pelo presidente do PTS, Nelson Cancellara, e pelo presidente do INICC, Walther Casimiro, durante uma visita de uma comitiva de peruanos e paraguaios ao Parque Tecnológico. A parceria prevê o intercâmbio de informações, assistência e conhecimentos técnicos, realização de eventos e formações, além de interação entre empresas, startups e estudantes para a concepção de projetos.

Formado por representantes do instituto, além de reitores, pró-reitores, professores e estudantes de seis universidades do Peru e uma do Paraguai, o grupo de 33 pessoas esteve no Brasil entre os dias 22 e 28 de março para conhecer a rede tecnológica nacional. Durante esse período, os visitantes – todos ligados à Educação, Engenharia, inovação, saúde e tecnologia – passaram por centros de inovação, em diversas cidades. A viagem foi articulada pela professora e diretora de Cidades Inteligentes da UniFacens, Regiane Relva Romano.

Segundo o presidente do INICC, Walther Casimiro, diferentemente do Peru, o PTS já trabalha com a incorporação de tecnologias como Inteligência Artificial (IA) e Internet das Coisas (IoT) em vários campos, a exemplo de Educação e Saúde. Por isso, ele diz que o acordo permitirá ao país replicar essas soluções e desenvolver iniciativas próprias com base na experiência do Parque Tecnológico. “A parceria impulsionará estudantes, professores, autoridades e governos a investir no nosso ecossistema inovador, porque, sem investimento, não há avanço. Somos um país que tem capacidade, mas não desenvolve tecnologias. Porém, com os conhecimentos que vamos adquirir e os trabalhos que serão incorporados ao nosso ambiente de inovação, por meio do acordo com o Parque, esse cenário tende a mudar”, diz.

O trabalho colaborativo também dará suporte à instalação do Parque Tecnológico peruano. O vice-reitor da Universidade Nacional Hermilio Valdizán (Unheval) e futuro presidente do ecossistema, Victor Cuadros Ojeda, veio ao Brasil com a comitiva justamente para conhecer os detalhes sobre o funcionamento do PTS. Segundo ele, esse contato foi fundamental para o processo de estruturação do projeto em seu país. “Conhecer o modelo de gestão do Parque Tecnológico, o conceito, áreas de atuação, linhas de pesquisa e, principalmente, as estratégias para o desenvolvimento, fortalecimento e dinamização do ecossistema nos ajudará a repetir as experiências bem-sucedidas e evitar erros na implementação do nosso projeto”.

Para a professora e diretora de Cidades Inteligentes da UniFacens, Regiane Relva Romano, a cooperação vem para suprir déficits existentes no Peru e em outros países da América Latina. “O Peru entende que o Brasil é o centro e o maior polo de inovação da América Latina. Por isso, para o Peru, Paraguai e os outros países parceiros do instituto, essa parceria é uma grande oportunidade, já que o que temos aqui, em termos de desenvolvimento, não há lá. Nossas metodologias vão suprir lacunas nas áreas de tecnologia, inovação, saúde, indústria, agronegócio, toda a parte de desenvolvimento e educação”.

Segundo o presidente do Parque Tecnológico de Sorocaba, Nelson Cancellara, o acordo representa um passo muito importante não apenas por fomentar o processo de internacionalização do PTS, mas também pela oportunidade de compartilhar conhecimento e contribuir para o desenvolvimento de outros ecossistemas de inovação. “Ele amplia nosso alcance, fortalece a troca de experiências e abre caminho para o desenvolvimento conjunto de iniciativas inovadoras com outros países. Mais do que uma parceria, é uma oportunidade de gerar impacto real por meio da colaboração, contribuindo para o fortalecimento de ambientes tecnológicos para além das fronteiras nacionais”, ele destaca.

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