Anatel: Queixas contra operadoras interrompem ciclo de queda e sobem 6,9% em 2025

O volume de reclamações de consumidores de telecomunicações registrado pela Anatel atingiu 1.354.791 ocorrências em 2025. O número reverte a tendência de baixa observada desde 2019 e representa 87.602 queixas a mais do que as 1.267.189 anotadas em 2024. Embora o volume absoluto tenha crescido, o índice de reclamações por grupo de mil assinantes se manteve em 0,38%, a terceira menor marca da última década.

Os dados do Panorama de Reclamações de 2025 detalham que o avanço foi puxado pelo celular pós-pago (alta de 14,8%) e pela TV por assinatura (12,6%). No recorte por empresas, a TIM registrou 30.100 novas queixas no pós-pago, enquanto a Claro somou 14.300. Na TV paga, as reclamações contra a Claro subiram 21,2%, enquanto a transição de clientes da Oi TV para a Mileto gerou um salto de 35,4% nas notificações deste grupo.

O gargalo do cancelamento e da cobrança

A dificuldade em encerrar contratos e erros em faturas são os pontos centrais do atrito. As queixas sobre cancelamento subiram 19,4% no ano, com ênfase na banda larga fixa, onde o crescimento foi de 29,01%. Esse cenário levou Cristiana Camarate, superintendente da Anatel, a confirmar a abertura de processos de fiscalização contra quatro empresas de pequeno porte e inspeções voltadas a sanções contra grandes operadoras.

No quesito cobrança, o aumento foi de 13,6%, o que equivale a 52.200 registros adicionais em relação ao período anterior. A TIM apresentou 25.500 dessas novas queixas, sendo os motivos principais os valores em desacordo com o contrato e multas de fidelização indevidas. Em contrapartida, as reclamações sobre qualidade técnica e reparos caíram 9,3%, com 24.900 registros a menos, o que indica redes mais estáveis apesar dos problemas administrativos e comerciais.

Desempenho por modalidade e empresa

A banda larga fixa encerrou o ano com 28.600 reclamações extras. A Claro liderou o aumento com 18.000 casos, seguida pelo conjunto Oi e Nio, que somaram 23.500 novas queixas. Na telefonia fixa, houve retração geral de 15,8%, acompanhando o encolhimento do serviço, exceto na Vivo, que registrou 6.800 reclamações a mais focadas em reparos. No celular pré-pago, a variação foi de apenas 0,2%, com a Claro apresentando 1.400 queixas novas e a Vivo reduzindo seu volume em 1.200.

Para tentar conter a alta, a Anatel incluiu o WhatsApp (0800 61 0 1331) como canal oficial de atendimento. As operadoras seguem com prazo de 10 dias para responder aos protocolos, sob risco de reabertura da queixa e impacto no Novo Regulamento Geral de Direitos do Consumidor (RGC), que agora utiliza esses dados para pautar a fiscalização regulatória e o acompanhamento de transparência nas ofertas.

Leia mais

Variedades
O que parecia abandono em supercarros lendários virou uma transformação difícil de tirar os olhos
Variedades
Brasil monitora impacto da guerra na distribuição de medicamentos
Esportes
Com história na várzea de Santos, Meninos da Cantareira agora é Centro de Formação
Política
Lula critica uso da força por nações ricas para invadir outros países
Variedades
Beber café logo ao acordar pode não ser o ideal e este intervalo ajuda a perceber porquê
Tecnologia
Intel notificou fabricantes sobre um aumento de 10% no preço dos processadores Core Ultra

Mais lidas hoje