O fim precoce do Galaxy Z TriFold e a estratégia da Samsung para telas triplas

A Samsung encerrou a fabricação do Galaxy Z TriFold apenas 90 dias após a estreia global. O movimento ocorre em um período de forte demanda: o aparelho esgotou em minutos nos primeiros lotes na Coreia do Sul e nos Estados Unidos. Embora as vendas indiquem aceitação do formato, a operação financeira e técnica do dispositivo tornou-se insustentável para a fabricante.

O custo de produção é o principal entrave. Mesmo vendido por US$ 3.000, o modelo gerava margem de lucro mínima. Os componentes mais caros são a tela flexível de 10 polegadas e o sistema duplo de dobradiças. O cenário de preços elevados em módulos de memória e a retração do mercado global de smartphones pressionaram o caixa, transformando o pioneirismo técnico em um investimento de baixo retorno imediato.

A durabilidade também motivou a interrupção. Relatos de usuários sobre falhas no painel interno surgiram semanas após o lançamento, repetindo o histórico do primeiro Galaxy Fold de 2019. Naquela época, a Samsung adiou a chegada às lojas para reforçar a estrutura do display. Com o TriFold, a empresa optou por descontinuar a geração atual enquanto desenvolve o Galaxy Z TriFold 2.

O projeto do sucessor foca na simplificação da montagem. A Samsung trabalha em novas dobradiças que utilizam menos peças móveis, o que reduz o valor de fabricação e aumenta a resistência a impactos. O objetivo é evitar o que ocorre hoje com o Galaxy S26 Ultra, que perdeu espaço para concorrentes chineses por apresentar poucas mudanças físicas.

A Huawei já comercializa dois modelos com dobra tripla, mas a Samsung detém o recorde de velocidade de escoamento de estoque nesse segmento. A interrupção do primeiro TriFold funciona como um ajuste de rota para entregar um produto que seja rentável e capaz de substituir os celulares tradicionais, assim como o Galaxy Z Fold 7 e modelos como o Honor Magic V6 tentam fazer atualmente.

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