Google anuncia nova geração do Google Maps com IA Gemini

O Google acaba de anunciar grandes novidades para o Google Maps, com seu sistema de mapas sendo agora impulsionado pelos modelos de IA Gemini para melhorar a navegação.

As atualizações trazem um recurso de conversa chamado Ask Maps e também uma experiência de navegação redesenhada chamada Immersive Navigation. A ideia é transformar o Maps de um simples aplicativo de rotas em um assistente pessoal do motorista, capaz de responder perguntas complexas de forma mais natural.

Ask Maps transforma o Google Maps em um assistente

O Ask Maps é um dos principais recursos inéditos da nova versão do Google Maps. O sistema permite ao usuário fazer perguntas de forma totalmente natural diretamente dentro do Google Maps e receber respostas detalhadas junto com um mapa personalizado.

Segundo o CEO do Google, Sundar Pichai, a ferramenta consegue lidar com pedidos bastante complexos e incomuns, como encontrar “as melhores trilhas familiares de três horas no Grand Tetons e um lugar para fazer um piquenique”. Em vez de ficar procurando manualmente em avaliações e listas de lugares, o usuário agora consegue simplesmente fazer a pergunta e receber sugestões personalizadas.

Tudo funciona através da análise de informações de mais de 300 milhões de lugares cadastrados no Google Maps, além de dados da comunidade da plataforma, que conta com mais de 500 milhões de colaboradores que enviam avaliações, fotos e atualizações regularmente.

Na prática, o Ask Maps pode ajudar em situações bem específicas, como encontrar um lugar próximo para carregar o celular sem filas ou localizar uma quadra pública de tênis com iluminação à noite. As recomendações também levam em conta buscas anteriores, locais salvos e preferências do usuário.

O recurso começou a ser liberado para Android e iOS nos Estados Unidos e na Índia, com suporte para desktop previsto para mais tarde.

Immersive Navigation traz a maior atualização do Maps em uma década

Junto com o Ask Maps, o Google também está lançando o Immersive Navigation, que a empresa descreve como a maior reformulação da navegação do Maps em mais de dez anos.

A novidade traz uma visualização de navegação em 3D muito mais detalhada, que reflete o ambiente real ao redor do usuário. Prédios, viadutos e o relevo aparecem de forma mais realista, enquanto elementos importantes da estrada — como faixas, faixas de pedestre, semáforos e placas de pare — são destacados para facilitar a direção.

Os modelos de IA Gemini ajudam a gerar essa visão analisando imagens do Street View e fotografias aéreas, criando uma representação mais precisa dos pontos de referência e do traçado das ruas ao longo da rota.

O Immersive Navigation também traz melhorias para tornar a direção menos estressante. Agora o mapa mostra melhor as curvas e mudanças de faixa que vêm pela frente, usando zoom inteligente. As instruções por voz também ficaram mais naturais, soando mais como direções dadas por um passageiro, em vez de algo robótico.

Outra novidade interessante é que o Google Maps passa a explicar melhor as diferenças entre rotas alternativas — por exemplo, uma viagem um pouco mais longa, mas com menos trânsito, ou um caminho mais rápido que inclui pedágios. Esses dados são alimentados por uma rede em tempo real que processa mais de cinco milhões de atualizações de trânsito por segundo.

Por fim, os motoristas podem visualizar o destino antes de chegar usando imagens do Street View, identificando entradas, estacionamentos e até o lado correto da rua para parar.

O Immersive Navigation começa a ser liberado primeiro nos Estados Unidos e, nos próximos meses, chegará também ao Android, iOS, Android Auto, Apple CarPlay e veículos com Google integrado.

Seu navegador não suporta o elemento de vídeo HTML5.

Dúvidas quanto a sua usabilidade

Embora as novidades pareçam interessantes no papel, muitos usuários estão curiosos para ver como tudo funcionará na prática. Em resposta ao anúncio nas redes sociais, alguns questionam se o novo sistema não pode acabar trazendo ainda mais “atrito” durante o uso do Google Maps.

Outro ponto que gera dúvidas é a possibilidade de o modelo de IA Gemini apresentar as chamadas “alucinações”, levando usuários a lugares errados ou até mesmo inexistentes por conta de dados desatualizados.

Essas questões só devem ser esclarecidas quando as novidades estiverem disponíveis para os usuários testarem no dia a dia.

Uma nova direção para o Google Maps

Ao combinar seus dados globais de mapas com os modelos de IA Gemini, o Google afirma que está redefinindo o que um mapa digital pode fazer. Em vez de apenas mostrar rotas, o Maps passa a funcionar como uma ferramenta assistente que ajuda a planejar viagens, descobrir lugares e navegar com mais confiança.

Segundo Pichai, essas novidades representam um grande passo para transformar exploração e navegação em uma experiência muito mais fluida e inteligente com ajuda da IA.

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