Homem instala Windows 11 no MacBook Neo e fica sem palavras com o desempenho usando apenas 5 GB de RAM para a máquina virtual

O MacBook Neo chegou ao mercado este mês com uma missão clara: ser a porta de entrada para o ecossistema Apple, equipado com o chip A18 Pro (o mesmo que alimenta o iPhone 16 Pro). Mas um detalhe que chamou atenção de parte da comunidade não foi a tela de 13 polegadas Liquid Retina de 2408 × 1506 pixels nem as 16 horas de bateria: foi a descoberta de que o aparelho roda o Windows 11 em ambiente virtual com desempenho surpreendentemente estável, com apenas 5 GB de RAM alocados para a máquina virtual.

O usuário japonês Skyblue (@skyblue_1985jp) relatou em sua conta no X que instalou o Windows 11 no Macbook Neo através do VMware Fusion 13. O que chocou a comunidade não foi apenas o fato de funcionar, mas a eficiência: alocando apenas 5 GB de RAM, o sistema da Microsoft rodou sem engasgos.

A “mágica” da memória Unificada

Como um chip de smartphone consegue emular um sistema de desktop tão pesado? A resposta está na arquitetura de Memória Unificada da Apple. O A18 Pro do MacBook Neo tem CPU de 6 núcleos (2 de desempenho e 4 de eficiência), GPU de 5 núcleos, Neural Engine de 16 núcleos e largura de banda de memória unificada de 60 GB/s. Essa memória unificada, onde CPU, GPU e Neural Engine compartilham o mesmo pool sem latência de transferência, é o que permite ao sistema dividir recursos com a máquina virtual sem gargalos evidentes

“Com CPU Intel, esse ambiente virtualizado certamente não funciona bem. No ARM, tudo muda”, explicou Skyblue. Em um teste anterior do mesmo molde, instalando o Windows 11 Home, que ele fez usando o MacBook Air M3, o desempenho foi descrito como “rápido demais para dar risada”, superando subjetivamente um Core i5 de 12ª geração que rodava o Windows de forma nativa.

O que funciona, o que não funciona

Para tarefas de escritório, navegação, ferramentas corporativas e aplicativos Windows que não exigem aceleração 3D, o desempenho é sólido. O arrastar e soltar de arquivos entre o macOS e o Windows também funciona, o que facilita fluxos de trabalho que exigem os dois sistemas. Para engenheiros obrigados pelo empregador a usar Windows, ou estudantes com softwares acadêmicos exclusivos da plataforma Microsoft, esse “Mac com seguro-garantia de Windows”, como descreveu um dos comentários no post, faz sentido prático.

Os limites existem e são claros. O DirectX não funciona corretamente na virtualização, o que inviabiliza jogos e benchmarks. O consumo de bateria sobe de forma perceptível durante o uso intenso da máquina virtual, e o MacBook Neo, como o Air —não tem ventilador, o que pode gerar acúmulo de calor em sessões longas. O Boot Camp, que permitia transformar Macs Intel em PCs Windows completos, não existe mais desde o M1: o Windows no Neo é sempre um sistema dentro do macOS, nunca o sistema principal.

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