7 benefícios da musicoterapia para o desenvolvimento infantil

É na infância que acontece o desenvolvimento de competências que influenciam toda a vida. Ao longo desse período, porém, algumas crianças podem enfrentar desafios, como transtornos do neurodesenvolvimento ou dificuldades motoras, que demandam estímulos específicos para ajudar no crescimento físico, cognitivo e emocional. Nesse contexto, terapias complementares como a musicoterapia surgem como alternativa.

Segundo a especialista Therezinha Jardim, chefe do setor de Musicoterapia da Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação (ABBR), a abordagem desperta curiosidade e engajamento nas crianças, tornando o processo terapêutico mais leve e natural. “Quando a terapia foge do formato tradicional, ela se torna mais atrativa. A música convida a criança a participar, criar e se expressar sem pressão”, explica.

Abaixo, a especialista destaca alguns dos principais benefícios da musicoterapia para o desenvolvimento infantil. Confira!

1. Estimula a comunicação

A música cria um ambiente propício para a expressão verbal e não verbal. Cantar, repetir sons e interagir musicalmente ajuda crianças a desenvolverem linguagem e comunicação.

2. Fortalece a socialização

Sessões em grupo estimulam a interação com outras crianças, favorecendo habilidades sociais como escuta, cooperação e troca de experiências.

3. Desenvolve a coordenação motora

Atividades como bater palmas, tocar instrumentos e acompanhar ritmos ajudam a trabalhar a coordenação motora fina e ampla.

4. Aumenta o engajamento nas terapias

Por ser uma atividade prazerosa, a música reduz a resistência das crianças às sessões e torna o tratamento mais motivador.

5. Estimula o desenvolvimento emocional

A música permite que as crianças expressem sentimentos de forma natural, contribuindo para o equilíbrio emocional e comportamental.

6. Auxilia no tratamento de transtornos do neurodesenvolvimento

A técnica pode ser uma aliada no acompanhamento de condições como Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e Transtorno do Espectro Autista (TEA), ajudando no estímulo cognitivo e social.

7. Contribui para processos de reabilitação

A musicoterapia também pode integrar tratamentos neuropsicomotores, como nos casos de paralisia cerebral, estimulando movimentos e respostas motoras.

De acordo com Therezinha Jardim, é importante lembrar que a musicoterapia costuma fazer parte de um plano terapêutico mais amplo, envolvendo diferentes especialidades. “A música abre caminhos que outras abordagens nem sempre conseguem alcançar. Ela respeita o tempo de cada criança e ajuda no processo de desenvolvimento de forma natural”, conclui.

Por Leonardo Minardi

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