O Motorola Edge 60 5G chegou ao mercado com um número que chama atenção na ficha técnica: 24 GB de RAM. Para quem está acostumado a ver celulares intermediários com 6 ou 8 GB, parece um salto enorme. Mas há um detalhe importante escondido nessa especificação que vale entender antes de comprar — ou antes de sair usando o recurso sem saber o que ele realmente faz.
Desses 24 GB, 12 GB são RAM de verdade e os outros 12 GB são o chamado RAM Boost — uma memória virtual que usa parte do armazenamento interno como se fosse RAM. A diferença entre os dois é maior do que parece, e entender isso pode mudar a forma como você usa o aparelho.
Agora que ele está em promoção na semana do consumidor, saindo por menos de R$2.000, será que vale a pena?
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O que é o RAM Boost e como ele funciona
A memória RAM convencional é um chip físico dedicado exclusivamente a armazenar temporariamente os dados que o processador precisa acessar com rapidez. É a memória mais veloz do celular.
O RAM Boost — que em outros fabricantes aparece com nomes como RAM Plus ou Expansão de RAM — funciona de forma diferente: ele reserva uma parte do armazenamento interno do celular e a trata como se fosse memória RAM. Quando os 12 GB reais estão quase no limite, o sistema recorre a esse espaço extra para evitar que aplicativos travem ou sejam fechados em segundo plano.
O problema é que a memória de armazenamento interno, mesmo sendo rápida, tem velocidade de leitura e escrita inferior à RAM física. Ou seja, quando o sistema precisa recorrer ao RAM Boost, os dados demoram um pouco mais para ser acessados do que seriam se estivessem na memória real. Não é algo que vai travar o celular, mas não é a mesma coisa de ter 24 GB de RAM de verdade.
Outro ponto a considerar: o espaço reservado para o RAM Boost fica permanentemente indisponível para armazenamento, mesmo quando não está sendo usado. No Edge 60, isso significa que parte dos 512 GB internos fica reservada enquanto o recurso estiver ativado.
Então o RAM Boost é inútil no Edge 60?

Não necessariamente — mas para a maioria das pessoas, os 12 GB de RAM real já são mais do que suficientes. Esse volume de memória é confortável até para uso bastante intenso: jogos pesados, edição de vídeo, múltiplos aplicativos abertos ao mesmo tempo. Dificilmente você vai esgotar 12 GB no uso cotidiano.
O RAM Boost faz mais sentido em aparelhos com 4 ou 6 GB de RAM real, onde o limite é atingido com mais facilidade. Num celular com 12 GB físicos, ele funciona mais como uma rede de segurança do que como algo que você vai usar ativamente.
A recomendação prática é deixar o recurso desativado no dia a dia — ou ativado com um valor menor, como 4 GB, só como precaução. Isso libera mais espaço de armazenamento sem abrir mão da proteção extra em situações extremas.
O que o Edge 60 5G oferece além da RAM

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A memória é apenas um dos atrativos do aparelho. O Motorola Edge 60 5G entrega uma combinação de hardware que seria difícil de encontrar por menos de R$ 2.000 até pouco tempo atrás.
A tela pOLED Quad-Curve de 6,7 polegadas com resolução 1220×2712 e taxa de atualização de 120 Hz oferece uma experiência visual excelente tanto para jogos quanto para streaming. O painel HDR10+ garante cores vibrantes e contraste alto, e a curvatura nas quatro bordas dá um visual premium que não é comum nessa faixa de preço.
O processador Dimensity 7300 a 2,5 GHz, combinado com os 12 GB de RAM real e 512 GB de armazenamento interno, entrega performance fluida para o uso diário e até para tarefas mais pesadas. A câmera traseira de 50 MP com sensor Sony traz estabilização inteligente, modo Night Vision e Adobe Scanner integrado. A câmera frontal também é de 50 MP, o que é incomum e bem-vindo para quem valoriza selfies e videochamadas.
A bateria de 5.200 mAh com carregamento rápido fecha o conjunto com autonomia generosa. E a resistência IP68 + IP69 — certificação militar de proteção contra água e poeira — é um diferencial que poucos celulares nessa faixa de preço oferecem.
Vale a pena comprar?
Por menos de R$ 2.000 na promoção, o Edge 60 5G entrega tela OLED premium, câmera frontal e traseira de 50 MP, 512 GB de armazenamento, resistência IP68+IP69 e conectividade 5G. Para quem está trocando de um intermediário de geração anterior, o salto é significativo.
Só não leve a sério o “24 GB de RAM” da forma que o marketing sugere. O aparelho tem 12 GB reais — o que já é ótimo — e mais 12 GB de RAM Boost que funcionam como backup. Use com consciência e o celular vai entregar exatamente o que promete.
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