Quando o público vibra em um grande show ou festival, existe uma engrenagem complexa que começa a operar muito antes da abertura dos portões.
Nos bastidores dos maiores eventos do país, executivas vêm assumindo posições estratégicas e transformando logística, infraestrutura e técnica de palco em operações cada vez mais profissionais.
Entre essas lideranças está Raquel Boletti, fundadora da NS Operações, empresa especializada na gestão operacional de eventos. A companhia alcançou faturamento de R$ 4,7 milhões e realizou 1.122 eventos em 2025, atendendo produções em todo o país e também projetos internacionais.
A empresa nasceu com a proposta de transformar a mão de obra em eventos em um ativo estratégico. Para isso, investe continuamente em treinamento e capacitação das equipes, criando um padrão operacional voltado para excelência no atendimento e segurança na execução de grandes projetos.
“Um dos nossos principais diferenciais é o investimento constante no treinamento do time. Os profissionais conhecem a operação e recebem orientações para atuar com alto padrão de atendimento”, destaca a empresa.
A infraestrutura também é parte fundamental desse sistema. Nesse cenário, a empresária Carol Ramos, CEO da ARCA, lidera um dos espaços multiuso mais relevantes do setor de eventos no Brasil. Instalado em um antigo galpão industrial na Vila Leopoldina, em São Paulo, o espaço possui 9 mil metros quadrados e capacidade estrutural para suportar mais de 50 toneladas de equipamentos suspensos, recebendo desde convenções corporativas até grandes shows e festivais.
Na área técnica, a atuação feminina também ganha destaque. À frente da Audiobizz e da FDM Produções, Aline Duda coordena operações de palco em festivais e shows de grande porte, incluindo produções de rock e metal e apresentações internacionais.
Outro nome importante do setor é Patrícia Kanji, diretora técnica e produtora geral da Só Track Boa, com experiência na produção de grandes eventos da música eletrônica.
Além do impacto econômico, essas empresas também vêm promovendo transformações sociais importantes dentro da indústria do entretenimento. Na NS Operações, por exemplo, 56% dos colaboradores se identificam como pretos ou pardos e 71% pertencem à comunidade LGBTQIA+, indicadores que refletem um ambiente cada vez mais diverso dentro do setor.
Com operações cada vez mais estruturadas e profissionais, essas executivas ajudam a consolidar o Brasil como um dos mercados mais relevantes do entretenimento ao vivo na América Latina.



