Segundo Mark Gurman, da Bloomberg, a Apple está preparando o lançamento de um modelo inédito: o MacBook Ultra.
A revelação, publicada na última edição da newsletter “Power On”, muda completamente a percepção do mercado. O que antes se acreditava ser apenas uma atualização do MacBook Pro com M6, agora é descrito como uma categoria totalmente nova de hardware, posicionada acima de tudo o que conhecemos hoje na linha Mac.
O fim dos tabus: OLED e Touchscreen
O MacBook Ultra será o primeiro da história a ostentar uma tela OLED, trazendo para os computadores a tecnologia de contraste infinito que já brilha nos iPhones e nos iPads Pro mais recentes. Mas a verdadeira revolução é a funcionalidade touchscreen.
A Apple planeja um design significativamente mais fino para este modelo, aproveitando a eficiência energética e a espessura reduzida dos painéis OLED. Diferente do MacBook Pro atual, o Ultra não virá para substituir os modelos M5 Pro e M5 Max; ele coexistirá com eles como uma opção “super premium”.
A estratégia da “Escada de Preços”
Este lançamento faz parte de um movimento agressivo da Apple para preencher o seu catálogo. Como vimos com o recente MacBook Neo (focado no mercado de entrada por US$ 599), a empresa agora quer estar em todas as faixas de preço. No topo, a regra é simples: mais tecnologia por muito mais dinheiro.
Gurman aponta que, historicamente, quando a Apple migra para o OLED, os preços sobem cerca de 20%. Foi assim com o iPhone X em 2017 e com o iPad Pro em 2024. Com o MacBook Ultra, a expectativa é a mesma. Ao criar uma nova marca, a Apple “desbloqueia” a possibilidade de cobrar um valor base muito superior ao do atual MacBook Pro de 16 polegadas, movendo o teto do mercado para cima.
Embora o nome “MacBook Ultra” ainda não tenha sido confirmado oficialmente, com a Apple podendo manter a nomenclatura Pro por questões de tradição, Gurman enfatiza que, internamente, o dispositivo já é tratado como uma classe à parte. O objetivo é sinalizar de forma clara que este é o ápice da engenharia da maçã.
O lançamento é esperado para o quarto trimestre de 2026. Para os profissionais que achavam que o MacBook Pro já era o limite, a Apple está prestes a provar que sempre há espaço para mais uma gaveta no topo do armário — desde que você esteja disposto a pagar por ela.



